Carlos Barbosa, presidente do ACP: “O automóvel é insubstituível, quer se goste ou não”

Episode 115 January 22, 2026 00:35:41
Carlos Barbosa, presidente do ACP: “O automóvel é insubstituível, quer se goste ou não”
ACP - Automóvel Club de Portugal
Carlos Barbosa, presidente do ACP: “O automóvel é insubstituível, quer se goste ou não”

Jan 22 2026 | 00:35:41

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Show Notes

O primeiro podcast do ACP este ano reabre um espaço de debate totalmente renovado. Por isso, a primeira conversa tinha de ser com o presidente do ACP. O futuro da mobilidade, a segurança rodoviária, o papel social do ACP e as limitações dos transportes públicos estiveram em destaque.

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Episode Transcript

[00:00:06] Speaker A: Vivas, já estamos em meados do mês de janeiro, mas ainda muito a tempo para lançar um olhar pelo retrovisor, olhar para 2025, fazer um pequeno balanço daquilo que foi o universo do Automóvel Clube de Portugal, mas sobretudo estamos aqui para lançar este novo ano naquilo que diz respeito ao ACP. Eu sou o Carlos Raleiras e quem melhor poderia falar pelo ACP, o presidente do maior clube português, o Carlos Barbosa. Bem-vindo. [00:00:33] Speaker B: Obrigado. [00:00:34] Speaker A: No momento em que estamos também aqui a assinalar esta reestruturação do estúdio. Isto quer dizer que é por estas circunstâncias também, parece-me a mim, um sinal da própria evolução daquilo que é o ACP, uma instituição centenária que já leva 123 anos, mas que não deixa o tempo passar-lhe à frente. [00:00:53] Speaker B: Bom, vamos ver se a gente faz um bocadinho de reobinar o filme todo, não é? Nada pode ser como de antes, porque o clube a se desenvolver, e aliás nos últimos 10 anos, ou mesmo nos últimos 5 anos, para o crescimento que nós temos tido, teve que se revolucionar completamente, sobretudo a nível informático, porque hoje em dia todo o progresso de uma empresa passa pela informática, Portanto, tivemos que gastar 2 milhões na informática para poder refazer tudo o que era, não só em termos de informatização de tudo o que eram processos na assistência aos veículos na estrada, como inclusivamente a todos os processos de informática que nós temos aqui dentro de casa. Portanto, o futuro está aí, nós temos que nos adaptar para o futuro, estamos a preparar-nos para o futuro. Fizemos uma grande remodelação da informática com a Deloitte e com o Salesforce, que correu muito bem, vai entrar agora em fevereiro. em operação e, portanto, nós somos um clube moderno, hoje em dia somos mais um clube de prestação de serviços nas várias áreas que temos e deixámos de ser, já há muitos anos, o clube que fazia só assistência na estrada, exatamente, deixámos de ser há muito tempo e, portanto, hoje em dia somos uma empresa de serviços, é que se pode dizer, ultramoderna, em que presta aos nossos sócios todos os serviços que são possíveis e imaginários. [00:02:12] Speaker A: E terminou-se 2025 com uma fasquia praticamente a atingir os 300 mil associados. O que é que está previsto agora para este 2026 na tentativa de angariar mais sócios? [00:02:24] Speaker B: Ora bem, você sabe que há muita gente que vem aqui fazer sócio ao ACP, muitos deles para renovarem a carta, mas ao fim do ano deixam de ser sócios. Nós todos os anos prevemos cerca de 22, 25 mil sócios e fazemos sempre 28, 30 mil sócios durante o ano novos sócios. Uns que numa operação de retenção ficam e que gostam do clube, pois percebem o clube, percebem as vantagens que o clube lhe dá. não só a nível de assistência ao lar, tudo isso, seguros, mas sobretudo também a parte que diz respeito à saúde. E a saúde hoje em dia no clube é uma secção muito importante. Nós no ano passado ganhámos com a saúde 200 e tal mil euros que serão investidos outra vez na saúde, porque nós sendo um clube sem fins lucrativos e utilidade pública, não temos patrões, não temos sócios e os sócios são os próprios sócios e, portanto, todo o dinheiro que ganhamos investimos para novos serviços para os sócios, assim como os seguros, quando sobra dinheiro de um contrato com uma companhia de seguros, nós esse dinheiro investimos imediatamente num outro seguro que possa dar vantagens aos sócios. Portanto, em 25, o ano correu muito bem, Vamos fechar o ano com lucro, vamos fechar o ano com uma faturação record e, sobretudo, queremos é manter mais e mais e mais serviços para que as pessoas tenham hoje em dia. Nós vamos lançar agora, em 26, uma coisa que eu considero muito importante, que está agora no embrião, que é uma coisa que vai se chamar ACP Connect, que a solidão é um problema gravíssimo a nível mundial e a nível social. Nós temos muitos sócios que vivem sozinhos, nós já temos um programa que faz com que os sócios que vivem sozinhos, ou porque ficaram viúvos, ou porque separaram, no fundo não querem viver sozinhos. Então o que é que a gente faz? Através de uma empresa de duas senhoras, conseguimos arranjar miúdos que querem vir estudar para Lisboa e que não conseguem quartos em Lisboa, E entrevistamos-os, são selecionados e esses miúdos depois vão viver com essas pessoas que estão sozinhas e acabam por fazer companhia a essas pessoas, ajudam essas pessoas. [00:04:33] Speaker A: É um encontro de gerações, então, não é? [00:04:35] Speaker B: Vão ao futebol, obviamente, ver o sporting com essa pessoa. E, portanto, temos tido um programa muito interessante no que diz respeito à relação à solidão, porque nós temos ajudado muitos sócios em relação à solidão. Outra coisa que temos feito também, que é muito importante, nós neste programa dos miúdos já conseguimos meter 40 e tal, 41 ou 42 miúdos. Outro programa que também temos muito interessante são as pessoas que chegam ao fim da vida, casais, já não têm os filhos em casa, os filhos já têm as suas vidas governadas, E eles são donos da própria casa onde vivem. Então, essa empresa compra-lhes a casa e deixa-os viver até a sua morte. O que é muito interessante porque esse casal pode, com esse dinheiro, fazer uma viagem, fazer isto, fazer aquilo. Enfim, concretizar um sonho que tinha, mas que não tinha dinheiro para o fazer. Portanto, nós temos uma parte social no clube hoje em dia que é muito importante, independente de toda a parte comercial. [00:05:35] Speaker A: Claro, mas o ACP Connect, na prática, vai ser um dos marcos destas novidades que hoje, de uma forma informal, estamos aqui a apresentar. [00:05:43] Speaker B: Exatamente, o ACP Connect vai ser uma grande novidade para os sócios, vai ser apresentado muito brevemente, publicamente. porque nós queremos, efetivamente, combater a solidão dos sócios e podemos ser um eldo de ligação entre todos os sócios e o clube, e o clube ser, no fundo, a plataforma que os une e que os protege e que segura, de certo modo, esta ligação entre uns e outros. [00:06:03] Speaker A: Fazendo aqui este encontro de gerações. Depois há diversas dinâmicas a acontecer no clube, seja no motossport, nos clássicos, no golf. O que é que, sem querer, naturalmente, ir a cada uma destas secções, digamos assim, mas o que é que podemos esperar deste novo ano? Ora bem, o ACP agora tendo em conta que o Dakar está a terminar, começa-se já a pensar na segunda prova do Campeonato do Mundo de Rally Ride. [00:06:30] Speaker B: Começa-se a pensar no último dia, quando acabou no ano passado. Aliás, o percurso deste ano vai ser diferente. Vamos acabar em Laleh e vamos começar em Grândola, como foi no ano passado. O desporto é um ADN do clube, portanto o clube não pode deixar de ter as provas desportivas. Temos uma excelência de organização que mais ninguém tem em Portugal, e eu isso digo com orgulho, porque temos uma equipa de luxo a trabalhar em todas as provas desportivas. Vamos ter duas provas do Campeonato do Mundo, que é o Rally de Portugal e o Rally Ride no todo terreno, onde vêm cá todos os bons É a Lee de Nata que agora acabou de dar cá e veio para cá. Depois temos o Rally de Porto Alegre, depois temos várias provas dos clássicos que são muito importantes, como o passeio dos ingleses que chega a reunir 400 carros, que é uma coisa extraordinária. Deve ser o maior passeio de carros ingleses, na Europa pelo menos é de certeza. E, portanto, nós queremos alimentar sempre e permanentemente, dar vida a estas organizações. São muito difíceis, cada vez mais, de organizar, porque são cada vez mais caras, os apoios não são fáceis, temos sido a sorte deste governo de nos poder apoiar, quer numa, quer noutra prova, o que é muito importante, para as poder realizar com qualidade, porque o fácil... [00:07:42] Speaker A: Mas aqui estamos a falar das provas Bandeira, dos grandes eventos internacionais. [00:07:47] Speaker B: O Rally Portugal custa cerca de 4 milhões de euros. 4 milhões de euros é muito dinheiro e é muito difícil de alcançar. E se não fossem as Câmaras e não fosse o Governo, era impossível de realizá-lo. [00:07:57] Speaker A: Carlos, deixa-me aqui interrompê-lo só para dar conta de algumas queixas que eu ouvi no ano passado com alguns autarcas a dizerem que também querem estar no percurso. Mas para isso acontecer o Rally tinha que ter mais dias, não era? [00:08:08] Speaker B: Bom, é impossível porque agora há um fenómeno estranhíssimo na Federação Internacional de Automóveis, que é que os pilotos acham que o Rally de Portugal se cansou muito. Portanto, estou convencido de que eles gostavam de parar a meio da manhã para tomar um chá, depois a seguir ao almoço fazer uma sornazinha de duas horas, e depois tomar um chá às cinco e depois irem para casa. Ora, isto não é realista, são provas ridículas, e a FIA foi na conversa das marcas e a FIA foi na conversa dos pilotos, o que é muito, muito, muito desagradável, porque não são realistas. [00:08:41] Speaker A: E exige mais da organização. [00:08:42] Speaker B: Exatamente. Portanto, nós este ano vamos manter o estilo do ano passado, em 27 vamos ter que reduzir efetivamente os percursos, sobretudo as ligações e, portanto, é evidente que nós temos que reduzir porque senão a Fiat tira-nos o Rally do Campeonato do Mundo. Mas vamos ver o que é que dá. [00:09:02] Speaker A: E que argumentos é que tem para as câmaras municipais que tanto querem entrar neste grande circo do desporto motorizado, mas. [00:09:09] Speaker B: Que não... Nós temos um princípio de honra, que é quem nos ajudou no primeiro momento, está fixo. Quando foi preciso mudar para o Norte e para o Centro, nós tivemos que ir atrás das câmaras. Na altura tivemos um grande apoio da Comissão Coordenadora da Região Norte, através do professor Emílio Gomes, que nos deu uma ajuda extraordinária. e através do diretor do Turismo Norte, o Melchior Moura, que também nos deu uma ajuda extraordinária, e que, no fundo, conseguiu reunir todas as câmaras para nos poder dar o dinheiro que nós precisávamos para levar o Rally para cima, porque se nós não levássemos o Rally para cima, tínhamos ficado sem Rally, porque a FIA tinha nos dito que o Rally no Algarve era maravilhoso, hotéis fantásticos, era o porto perto, mas que não tinha público. E, portanto, tivemos que levar o Rally para cima para ter público, para ter os fãs, para ter tudo isso. E não era fácil porque não tínhamos apoios. Conseguimos os apoios, estamos lá instalados. Os primeiros que nos abriram as portas e que nos receberam de braços abertos, imediatamente são seguros que estão lá, a não ser que hajam os que queiram sair como ouro 1 ou 2, como Ponte Lima. Porque Caminha saiu, o outro a seguir saiu, e ele no meio, coitado, queria ir fazer o rally, acabou por morrer na praia. E, portanto, o que é que acontece? Acontece que nós tivemos que ir atrás de onde há o dinheiro. E, portanto, as câmaras que querem correr ao Livá, Se derem dinheiro, a gente vai, se for compatível com o percurso, mas agora com esta redução de tempo e com esta redução de percurso, sobretudo de ligações, quer dizer, eu posso ter ao máximo 25% de especiais e 75% de ligações, mas mais do que isso não posso. E, portanto, muitas vezes não é fácil porque, no fundo, o rally começa em Coimbra, depois vai acabar não sei onde, portanto, há haver É complicado fazer o percurso de um rally em Portugal, se bem que todas as camas, como vocês dizem muito bem, querem lá o rally e nós tentamos satisfazer sobretudo onde há dinheiro que possam pagar o rally de Portugal, porque o rally de Portugal não é nem do Carlos Barbosa, nem do ACP, o rally de Portugal é para o país. Quando nós damos um retorno de milhões de euros ao país, quando nós damos um retorno em IVA de milhões de euros, é evidente que o rally é para o país e sobretudo para fazer uma coisa que não existe, que é alimentar o interior com provas desportivas, para haver riqueza no interior com essas provas desportivas. E isso que é uma das coisas que me dá grande prazer, é que podemos ir ao interior e podemos dar dinheiro, quer em alimentação, quer em hospedagem, às runas interiores que não têm festas, nem têm eventos como o Rally de Portugal. [00:11:40] Speaker A: Já passamos aqui para um próximo assunto, mas ainda assim, dentro das várias secções do clube, estou-me a lembrar também do Golfe, que tem vindo a dar novos sócios à casa. [00:11:52] Speaker B: O golfe é o maior clube de golfe português hoje em dia. Não há nenhum clube de golfe em Portugal que tenha tantos sócios. Não só pelas vantagens que nós damos, não só porque os cursos de iniciação que nós damos, como com a facilidade que se dá em termos de começar a jogar golfe através do ACP e poder ir para qualquer campo de golfe com os contratos que nós temos com os clubes e com os descontos que temos com os clubes. poderem praticar o golfe. Portanto, o golfe tem trazido, sobretudo uma juventude muito grande, para o golfe, que automaticamente traz para o ACP. Porque nós temos tido alguma dificuldade ainda em fazer perceber aos jovens as vantagens que são de ser sócios do ACP, Cada vez realmente há mais, porque começam a perceber, porque os casais também se casam hoje em dia mais tarde do que antigamente casavam, e, portanto, ele acaba por ser só sócio quando já está casado, quando já tem um emprego fixo, quando já tem um filho, e aí é que vê as vantagens. E não vê as vantagens antes disso. E nós, uma das coisas que fazemos, é depois deles entrarem, temos umas operações de retenção excepcionais, feitas muito bem feitas na área comercial, E é isso que tentamos fazer o mais possível. A saúde é uma parte muito importante do ACP hoje em dia, porque houve muita gente que se fez sócia do ACP para poder ter um médico em casa, porque em vez de irem para os hospitais e esperar 10, 12 horas, 14 horas, esperavam uma hora ou duas para terem um médico em casa que o ACP mandava lá, não é? [00:13:20] Speaker A: Estamos a falar de bandeiras do clube, mas tanto quanto sei também a segurança social é mais do que uma bandeira, digamos, a segurança rodoviária é um eixo central desta atividade. E o que é feito da tal estratégia de segurança rodoviária que está prometida e que o ACP tem reivindicado e nunca mais aparece? [00:13:42] Speaker B: Está na gaveta desde 2020. não há nenhum governo que tenha coragem de a pôr cá fora, ou tem coragem mas depois não a põe, fica dentro da gaveta sempre. [00:13:53] Speaker A: Mas não pode ser desculpa o facto de termos tido aqui alguns períodos eleitorais aqui pelo meio? [00:13:58] Speaker B: Não, ao contrário, eu acho que se fosse eleito, a primeira coisa que fazia era tentar que houvesse menos mortos nessas estradas, porque não só mudava os exames de condução, não só mudava o código da estrada, não só mudava o ensino de condução, como mudava a fiscalização. mas cada vez há menos fiscalização, porque cada vez há menos polícias, cada vez há menos guardas. Vou-lhe dar um exemplo que você pode achar ridículo. Antigamente na polícia, na GNR, para ser polícia ou GNR, tinha que se ter um metro e não sei quantos, 60 de altura, mínimo para poder entrar, e uma coisa simples, mas que é caricata, não se podia ter qualquer espécie de catuagem. [00:14:37] Speaker A: Exato. [00:14:38] Speaker B: Agora já não. Agora já aceitam polícias, já aceitam GNRs com tatuagens e com menos de um metro e sessenta, porque não há gente que quer ir para a guarda e não há gente que quer ir para a polícia. E, portanto, há uma grande dificuldade de você vir hoje em dia andar em Lisboa e não ver polícias. [00:14:53] Speaker A: É por isso também que aumentam as contraordenações, que têm crescido também à conta dos radares que são automáticos. [00:15:05] Speaker B: Mas há sempre uma má imagem dos radares. Os radares não é só para caçar a multa e não é só para pôr as pessoas a andarem mais devagar. É sobretudo para haver uma estabilidade de velocidade naquela via, porque um gajo que vem a 80 para para 50, torna a acelerar para 80 e depois torna a coisa. Enquanto que se tiver tudo ao mesmo 50, não há filas, não faz o efeito dominó no fim da estrada e, portanto, os radares também têm um efeito de mobilidade muito interessante e muito bom, não é? Agora, é evidente que a sinistralidade rodoviária é uma coisa dramática porque as pessoas não sabem guiar em Portugal. As pessoas vão para as escolas, não é para aprender a guiar, mas é para tirar a carta. E hoje em dia qualquer pessoa tira a carta em Portugal. [00:15:44] Speaker A: O que é que é preciso para alterar o rumo da formação? [00:15:48] Speaker B: É muito simples, é mudar o ensino. Primeira coisa, depois os exames não serem tão permissivos. Vou-lhe dar um exemplo ridículo. Exame prático de condução. Está decretado por lei, em cada centro, os cinco percursos onde se pode fazer esse exame. Portanto, no dia antes do meu exame, eu vou fazer os cinco percursos. É bem diferente depois do qual que sai, porque já treinei os cinco percursos, seja aqui, seja em Leiria, seja no Porto, seja onde for. São decretados por lei os percursos que se pode fazer a prova prática. Portanto, é evidente que o aluno... Agora, mandem-no para o Marquês de Pombal, mandem-no para a Autostrada, mandem-no para aqui, e sim. Mas não, neste momento, ele quando sai para ir para a estrada, já sabe que pode ir para o percurso 1, 2, 3, 4 ou 5. [00:16:32] Speaker A: A tal estratégia que há pouco estávamos a falar, a Estratégia Nacional de Segurança, será um pilar para depois se trabalhar e tentar chegar às metas que a nível europeu foram decretadas? [00:16:45] Speaker B: Sabe que eu acho que uma das coisas que era muito importante continuar é as campanhas rodoviárias. E as campanhas rodoviárias, aqui há uns anos, 4% do seu seguro automóvel vai para uma coisa chamada garantia automóvel, que é para pagar os acidentes das pessoas que não têm seguro contra os terceiros. Essas pessoas, claro, são presas, são castigadas, mas há ali uma garantia de dinheiro para pagar quem não tem seguro. Antigamente, esse dinheiro que eu tiro ao céu, os milhões de euros, havia uma parte de cerca de 40%, que era para a sociedade civil, que era para fazer campanhas rodoviárias. Vinha para o ACP, vinha para a prevenção rodoviária, vinha para a APSI, vinha para os automobilizados, seja para quem for. Agora não. Todo o dinheiro de fundo de garantia vai para a NSR. E a ANSR não tem a mínima imaginação para fazer campanhas. Não tem. Porque não tem gente competente para fazer, não tem gente qualificada para fazer, e portanto a ANSR foi, no fundo, uma espécie de caixote para onde foi toda a antiga Direção-Geral de Viação. Portanto, o que é que acontece? Acontece que esse dinheiro devia ser dado outra vez à sociedade civil para se poder fazer campanhas. Campanhas, mas campanhas permanentes. Na Austrália você em cada hora na rádio tem que dar um minuto de segurança rodoviária. Portanto as pessoas estão permanentemente a ser marteladas, como já foram em Portugal. Mas agora não há nada disso, portanto as pessoas... E depois como não há ninguém para vigiar, porque não há polícias na estrada, não há polícias em parte nenhuma, as pessoas fazem o que quiserem. Com os Ubers agora ainda mais bandalheira nas estradas, porque esses não respeitam de maneira nenhuma o Código da Estrada... [00:18:18] Speaker A: Exatamente, no Código da Estrada o que é preciso mudar? [00:18:22] Speaker B: Ai tanta coisa, o Código da Estrada. [00:18:24] Speaker A: Precisa de ser atualizado? [00:18:26] Speaker B: Atualizadíssimo, mesmo em relação às bicicletas tem que ser atualizado, imensas coisas. O Código da Estrada está a completar ultrapassar porque não tem a ver com o código em si, tem a ver com o ambiente rodoviário que já é completamente diferente de quando foi criado o último código rodoviário. O Código da Estrada, por exemplo, quando foi as bicicletas, eu ofereci ao Miguel Macedo, coitado já não está entre nós, e ao Secretário de Estado dele, eu fui lá ao Ministério e ofereci, fui ao Decathlon, comprei duas bicicletas e dei uma bicicleta a cada um. [00:18:57] Speaker A: O Miguel Macedo era o ministro do... [00:18:58] Speaker B: O Ministério do Interno depois. O Ministério do Interno, isso mesmo. E dei-lhe uma bicicleta a ele e ao Secretário de Estado do CDS e uma bicicleta a cada um e disse, agora venham comigo a andar de bicicleta em Lisboa para ver o que é que vocês puseram no Código da Estrada que não tem pés nem cabeça. Ah, não sei o quê, mas venham dar uma volta comigo. Claro que não vieram, perceberam depois a genéria que era. E o perigo que era. Depois criaram-se as chamadas ciclovias feitas a olho. Não tiveram qualquer espécie de estudo, porque eu era deputado municipal e, portanto, sei que não houve qualquer espécie de estudo feito em Lisboa para desenhar as ciclovias. Depois, durante o Covid, que o Sr. Fernando Medina resolveu fazer a olho as ciclovias. E, portanto, caímos nisto. Há muita coisa para ser mudada. [00:19:41] Speaker A: Os TVDE foram em 2025 um alvo de críticas permanentes do Carlos Barbosa, alertando as autoridades para aquilo que vemos acontecer diariamente com os TVDE, com os entregadores de bicicletas, depois destes alertas que fez sentido por parte das autoridades alguma vontade de pôr um travão a aquilo que. [00:20:05] Speaker B: Todos nós vimos acontecer? Eu acho que sim. Nós, a OCP, tivemos conversas com os patrões dos TVDS, com as chamadas plataformas, e tivemos conversas com os chamados motoristas dos TVDS. E realmente eles estão de acordo que é preciso mudar muita coisa. É preciso mudar as horas de trabalho, é preciso fazer um exame prático, não ser só um exame teórico. As licenças que são mudadas só de 5 em 5 anos, quando a lei muda, eles têm que ter 6 meses para ratificar as licenças. Portanto, nós conseguimos falar com eles e fazê-los perceber que havia muita coisa que tinha de ser mudada, porque é evidente que depois também há uma coisa que é Quando isto for legalizado, metade dos TVDEs desaparecem, percebe? Porque tem que ter uma licença e tem que ter um carro. [00:20:46] Speaker A: É mais difícil. [00:20:46] Speaker B: É mais difícil o acesso e, sobretudo, praticar. Porque depois, eu não quero o monopólio de maneira nenhuma das plataformas, das Ubers, das Bolt, não quero de maneira nenhuma. Eu quero que se houver uma pessoa que tenha dois carros e tenha uma empresa de TVDE, é muito bem-vindo. O que eu não quero é a bandalheira de haver metade dos TVDEs que estão parados e outros estão a andar, porque há um monopólio das Bolt e das Ubers, que no fundo fazem o mercado todo, e depois os outros estão parados, mas andam na estrada a prejudicar também o tráfico. [00:21:21] Speaker A: A carta de condução, os períodos de renovação da carta, qual é que tem sido a posição do ACP? Há algo a fazer neste sentido? [00:21:30] Speaker B: Eu acho que sim. Eu acho que o exame médico não é rigoroso. Estou à vontade porque falo contra mim, porque os exames médicos feitos aqui no ACP também não são rigorosos, são os que a lei permite. A lei permite só fazer exame A, B, C e D, que devem ser muito mais rigorosos. Até na altura chegou-se a falar nos centros para exames de condução, mas depois o PS deixou-o cair. Depois, a própria ministra da simplificação administrativa do Partido Socialista, na altura, tirou o exame que era preciso fazer aos 50 anos e transformou-o, no fundo... Está de. [00:22:03] Speaker A: Acordo relativamente aos períodos, aos 50, aos 60, aos 70 e depois de... [00:22:07] Speaker B: O que é que quer dizer com os 50 e os 60? Não há exame nenhum. É uma consulta. Não, nem isso há. Há uma mera renovação administrativa. Ou seja, ela manteve a renovação administrativa para o Estado receber o dinheiro, mas não sabe se um gajo com 50 anos se vê bem ou se vê mal, porque não há exame médico aos 50 anos. Percebe o que eu estou a dizer? E isso não pode ser. Tem que fazer um exame porque aos 50 anos a visão já não é igual do que era aos 30, as reações já não são iguais como eram aos 30, e mesmo quando se vai renovar aos 70, 75, que é o meu caso, eu já não tenho as reações que tinha quando tinha 30 anos. Portanto, devia fazer um exame mais rigoroso. E não existe isso. [00:22:50] Speaker A: Além de não permitir Na formação de novos condutores, o ACP tem tido algumas ações, estamos a lembrar do ACP Kids, de alguns protocolos com a GNR e com a Escola Segura. A própria formação de karting que o ACP promove todos os anos em Leiria serve para uma vertente desportiva, mas depois também uma vertente de segurança rodoviária. É preciso fazer muito mais? [00:23:15] Speaker B: Bom, nós temos feito o que podemos, não é? Porque o ACP Kids é uma ideia muito boa, que funciona muito bem nas escolas, funciona muito bem com as câmaras. Este acordo com a GNR foi excepcional, porque no fundo temos agora sítio em todo o país para podermos fazer as operações do ACP Kids. E o ACP Kids a brincar vai ensinando as regras de segurança rodoviária, vai ensinando as regras do Código da Estrada e vai ensinando os miúdos a terem respeito por aquilo que são os automóveis, que são armas que matam. E, portanto, o ACP Kids é uma ferramenta que o ACP tem excepcional para os miúdos e que os pais deviam apadrinhar mais, que as escolas deviam apadrinhar mais, porque aquilo é a base da formação para depois poderem tirar a carta. [00:23:59] Speaker A: Eu proponho agora entrar no campo da fiscalidade automóvel e aqui eu diria que era preciso um programa inteiro só para falar desta questão, mas sabendo que a carga fiscal em Portugal é o que é, uma das mais altas da Europa, tendo o automóvel sido sempre visto como o caça-nicas, aquilo que vai forrar os cofres do Estado, há algum caminho para se aliviar a carga fiscal que pesa sobre os automobilistas? [00:24:24] Speaker B: Nenhuma por uma razão muito simples, porque quando a carga fiscal do setor automóvel representa 32% dos impostos em Portugal, não há nenhum governo, obviamente, que queira abdicar deste valor. E mesmo agora, que estão a começar a entrar os carros elétricos e híbridos, vai mudar a legislação para esses carros poderem também ser tributados, porque quando houver menos carros de combustão, houver mais carros elétricos, é evidente que tem que, obviamente, o Estado não pode perder esta receita. Portanto, eu não acredito, pessoalmente não acredito. [00:24:57] Speaker A: Está a assustar quem olha para os elétricos como uma maneira de poupar algo nos impostos. [00:25:02] Speaker B: Mas não vai poupar, está a poupar nesta fase que anda tudo chitadíssimo, já é tolas todos os elétricos, é tudo muito chitado com os elétricos, são mais baratos, depois alguns conseguiram os 4 mil euros que o Estado dá, é tudo isso. Mas vai acabar a fiscalidade exatamente igual à combustão, porque o Estado não pode abdicar do valor que tem do setor automóvel. E repare que o setor automóvel tem imensas coisas, que é as portagens, é a gasolina, é o IUC, é os impostos, é tudo isso, quer dizer, não pode abdicar de maneira nenhuma disso. Portanto, infelizmente, não tenho grande esperança disso. [00:25:33] Speaker A: Nesta questão da fiscalidade automóvel, indiretamente, podemos também olhar para aquilo que foram as últimas decisões da Comissão Europeia. Agora, no final do ano, as metas ambientais foram revistas. Como é que viu essa possibilidade dos carros com motor a combustão novos continuarem a ser vendidos para além de 2035? [00:25:53] Speaker B: Quando o Matos Ferreira foi ministro do Governo Socialista, Eu lembro na altura, tive uma picardia com ele, em que ele dizia que no Orense sequer não havia carros a diesel. E disse que ele estava completamente tonto, e estava, porque é evidente que os carros a combustão nunca iriam acabar, como não vão acabar, e que, portanto, que a subida para os carros elétricos tinha de ser feita faseada, e preparar para receber os carros elétricos, que é uma coisa que ainda os países europeus não estão preparados, porque se já houvesse carros elétricos, não havia eletricidade que desse para alimentar as casas, as fábricas. [00:26:27] Speaker A: Pelo menos nesta primeira fase, claro. [00:26:28] Speaker B: Não havia, pode ser, facilmente nenhuma. Portanto, é evidente que a Comissão Europeia viu a agenera que fez, prejudicando os construtores europeus e dando corda aos americanos e aos chineses. Foi uma estupidez dos comissários europeus, que no fundo são os burocratas, que não percebem rigorosamente nada do que se está a passar no mercado, porque nunca tiveram à frente de uma empresa, nunca tiveram de decidir nada, só decidem aquilo que é politicamente correto e vão, no fundo, estragando as empresas que há. A Europa reagiu a tempo, disse que não pagava as multas, disse que, mesmo juntando-se a outros que tivessem os níveis de poluição a zero, que eles não pagavam nada, e, portanto, a comunidade europeia percebeu que era impossível. E, portanto, o que decidiu é uma coisa que, aliás, vai ser impossível também, que é que, senhora, então os carros de combustão continuam, Os carros elétricos, continuam também os tais 20% que vai haver de carros elétricos no mundo inteiro, 22% ou 83%, e os carros híbridos ao futuro. Mas então querem construir um carro híbrido que é, neste momento, os carros híbridos, como você sabe, têm cerca de 80 ou 90 Km de autonomia elétrica e depois o resto é combustão. O que está certo é que é para as pessoas andarem na cidade durante o dia elétrico, para não estarem em pobres cidades, e depois querem ir para fora da cidade, para o porto, para aqui, para lá. Então vão à combustão quando as próprias combustíveis são cada vez mais limpos. Agora a comunidade europeia vem com uma ideia extraordinária, que é que querem que os motores elétricos tenham uma autonomia de 200, além do motor de combustão. Ora, para terem uma autonomia de 200, são dois motores no carro. que é impossível, não há nenhuma... E. [00:28:09] Speaker A: A indústria automóvel no meio disso tudo. [00:28:11] Speaker B: Nunca vai fazer isto, porque é um carro que vai caríssimo, pesadíssimo, nunca vai fazer isto. Mas eles de repente têm uma... Quando nós tivemos uma reunião, o Eurobora da FIA, no outro dia, com o Comissário Europeu que decide isso, E eu perguntei-lhe exatamente isso, mas qual é a marca de automóveis que vai fazer esse carro? Ah, eles têm que fazer não sei o quê, mas eles têm que fazer quem? Como é que é possível fazer isso? Um carro com dois motores, pesadiço, não há nenhuma marca que faça isso, porque é de tal maneira caro, não há nenhum carro que custa uma fortuna que ninguém compre. Pois, isso tem que ser revisto, não sei o quê, não sei o que mais. Portanto, os prazos já foram todos à vida, 35, 25, 40, já foi tudo à vida, não é? E agora vamos continuar com este processo lento e elétrico? lento, muito lento, combustão vai continuar. Os carros de combustão, como você sabe tão bem como eu, têm os motores cada vez mais pequeninos, os carros cada vez gastam menos e os combustíveis cada vez mais limpos. Nós, por exemplo, nos nossos combustíveis em Portugal, apesar da comunidade europeia dizer que podemos ir até 7% de biocombustíveis, nós já estamos a meter... Incorporamos mais. Nós estamos a incorporar 10%. O que é uma estupidez porque torna o combustível mais caro, porque se fosse mais barato, se fosse só a incorporação de 6 ou 7%, mas no fundo é uma maneira do Estado dar capacidade para os biocombustíveis sobreviverem e, portanto, este dinheiro é só para os biocombustíveis sobreviverem. Os combustíveis, os biocombustíveis, são extremamente caros. Só para você ter uma ideia, um litro de um biocombustível nos ralis para os carros de fábrica custa entre 5 e 6 euros. [00:29:43] Speaker A: Mas acredita que, havendo maior produção, depois os preços tendem a ser baixos? [00:29:49] Speaker B: Claro. A história dos telemóveis custava uma fortuna e agora os telemóveis são deste tamanho e custam... [00:29:55] Speaker A: Os próprios carros elétricos. [00:29:56] Speaker B: Os próprios carros elétricos também. Os carros elétricos são diferentes. Os carros elétricos têm sempre uma base muito cara. Os carros elétricos são caros de fazer, são caros de produzir, porque só a história da espia, a espia do carro às baterias, não está ainda democratizada, se é que se pode dizer assim, em termos de preço. Portanto, não sei, para mim é uma incógnita. Sempre disse há 10 anos que os carros elétricos são o futuro. Agora, com esta solução que a comunidade europeia quer fazer, é doido, não é? [00:30:24] Speaker A: Em 2026 também temos o Observatório ACP com a produção de estudos, sendo também um elemento da sociedade civil que quer contribuir para a segurança rodoviária. O que é que podemos esperar? Não sei o que é que já está na... [00:30:40] Speaker B: O Observatório, no fundo, nós reuníamos duas vezes por ano, e nessas reuniões decidimos quais são os estudos que nós, a ACP, de acordo com todos os parceiros do Observatório, podemos fazer, ou queremos fazer, qual é a ideia de fazer um estudo. E a isso temos feito os estudos que o Observatório tem feito. Agora, há grande duvida para 2026. vai ser a assinatura com a Câmara de Oeiras para podermos construir um lar para a idade maior. Portanto, vamos construir um lar para os sócios do ACP, chamado Lar da Terceira Idade, na região de Oeiras, na cidade de Oeiras, que vamos assinar. A Câmara de Oeiras já autorizou a cedença do terreno em sessão de Câmara na semana passada e, portanto, ao fim de quatro anos de conversas com a Câmara de Oeiras, vamos finalmente começar a construir o lar para a idade maior do ACP. [00:31:33] Speaker A: Mais uma novidade para este 2026, sabendo sempre que o automóvel será sempre incontornável numa sociedade como o próprio ACP. [00:31:44] Speaker B: É uma razão muito simples. Você pega nos transportes públicos e faz um exercício. O que é que eu posso fazer com o transporte público e o que é que eu posso fazer com o automóvel? Se eu for uma pessoa singular, eu ainda posso utilizar o transporte público, casa-emprego, emprego-casa, casa-emprego. Agora, se eu tiver filhos, se eu tiver que ir ao médico com um filho meu, se eu tiver que... obviamente que o carro é insubstituível. Claro que as pessoas que não têm casa acabam também tendo que ir nos transportes públicos. E, sobretudo, os transportes públicos nas cidades como Lisboa. Lisboa não está bem desenhada, desde que foi o terremoto de 1755, para ter mais corredor base. E como puseram ainda por cima, permitiram que agora as motas andam nos corredores de base, que eu sou 100% contra, devíamos ter só um quadrado ao pé do semáforo, para eles se reunirem as motas e depois arrancarem quando tivesse o verde, a velocidade de carros diminuiu substancialmente e, portanto, o transporte público hoje em dia nas grandes cidades não consegue ter a velocidade que tem, nem consegue ter aquilo que nós gostaríamos que tivesse, que é ser os horários cumpridos, levar o número de pessoas que a gente gostaria que levasse e tudo isso. Portanto, o automóvel continua a ser obrigatório, as pessoas continuarem a ter o automóvel, quer a gente goste ou não. Entram 350 mil carros em Lisboa todos os dias. que foram 350 mil pessoas que saíram de Lisboa com a famosa lei Cristas, da Associação Cristas, que tiveram que sair porque não tinham dinheiro para as rendas em Lisboa. Mas esses carros deviam ter, sobretudo, era sítio para estacionar. Hoje em dia já não se discute muito entrar os carros, se discute saber onde estacionar os carros. E eu penso que a Câmara de Lisboa, ou as outras câmaras quaisquer, tem que ter, como lá fora, em Berlim, cada 4 quarteiros há um silo alto para as pessoas deixarem os carros, Em Manchester podem deixar 3.000 e 4.000 carros à entrada, mas depois há 10 autocarros no próprio parque, onde não se paga o parque, porque tem o passe do transporte público, e vão um para o Campo Grande e outro para o Passeio dos Rios. Seria um chateau. Mas foi chateau. Portanto, enquanto nós não entramos nesse esquema, enquanto não fazemos isso, não temos hipótese de substituir o automóvel privado. [00:33:49] Speaker A: Então, e agora para terminar, meia dúzia de questões menos informais. Quem é o Carlos Barbosa? [00:33:55] Speaker B: O Carlos Barboza é uma pessoa que adora viver, é uma pessoa que gosta imenso de conviver com pessoas, é uma pessoa cujo projeto do ACP lhe deu uma enorme saúde mental e, no entanto, saúde física, e que adora desporto, adora correr em automóveis. Já não posso fazer atletismo nem jogar reibe porque tive de pôr agora uma prótese. [00:34:21] Speaker A: Agora é mais golfe. [00:34:22] Speaker B: Agora é mais golfe, exatamente. E é uma pessoa que adora viver. [00:34:25] Speaker A: Uma palavra, como é que se define? [00:34:29] Speaker B: Defino-me como uma pessoa que adora viver. [00:34:33] Speaker A: Carro de eleição? [00:34:35] Speaker B: Ferrari, sempre. O clube? [00:34:37] Speaker A: Não pergunto, porque sabemos todos que está o Sporting, não é? [00:34:40] Speaker B: Sporting, claro. [00:34:40] Speaker A: E uma cidade? [00:34:42] Speaker B: Berlim. Uma música? Qualquer uma dos Beatles. [00:34:46] Speaker A: E o prato preferido? [00:34:47] Speaker B: Favas, guisadas à portuguesa. [00:34:49] Speaker A: Com chouriço? [00:34:50] Speaker B: Com chouriço e sobretudo com muita farinheira. E um filme? As Pontes de Madison County. Eu sou um apaixonado, sou um romântico e portanto esse filme marcou-me profundamente. [00:35:01] Speaker A: Carlos, muito obrigado por este desembrulhar de 2026 naquilo que diz respeito ao universo ACP. Ficámos aqui a conhecer algumas novidades deste novo ano, como o ACP Connect, entre outros projetos, e aproveitámos também para inaugurar ou reinaugurar este estúdio com este ambiente e que acaba por servir de ambiente para mais conversas, para mais diálogos na série de podcast que o ACP vai organizando ao longo do ano. Muito obrigado a todos.

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