Episode Transcript
[00:00:06] Speaker A: Sejam muito bem-vindos a mais um podcast do Automóvel Clube Portugal. Eu sou o Francisco Costa Santos e hoje temos o João Delfim Tomé para vir aqui comentar connosco quais são as novidades para o mercado de 2026 do setor automóvel. João, muito obrigado por estares cá.
[00:00:20] Speaker B: Obrigado, Francisco.
[00:00:21] Speaker A: Este ano temos aqui bastantes novidades no mercado, nomeadamente pelo facto de Temos tido aquela alteração da combustão que está a ser cada vez mais adiada, o que permite ter aqui carros novamente a combustão ou até modelos que eram elétricos receberem motorizações a combustão.
[00:00:38] Speaker B: A União Europeia decidiu recuar um pouco nas metas bastante ambiciosas que tinha para a descarbonização do setor automóvel, o que deu uma espécie de balão de oxigênio aos construtores. Mas há uma questão que convém ter em linha de conta. Apesar de a combustão ter mais uns anos para frente na União Europeia, muitos construtores não desaceleraram o investimento na eletrificação ou não abandonaram esses planos. É verdade que temos marcas como a Porsche, a Bentley, principalmente as marcas de topo, decidiram refriar um pouco essa transição absoluta para a eletrificação, mas muitas marcas mantêm os planos de eletrificação, o lançamento de modelos novos 100% elétricos, porque cada vez mais as marcas apostam neles não só por uma questão de legislação, como de convicção de que é uma tecnologia que traz mais valias em relação aos motores a combustão.
[00:01:28] Speaker A: Tens toda a razão e é como estamos a ver agora no Salão de Bruxelas que as marcas continuam a apostar fortemente nos carros elétricos. Essa é uma decisão das marcas, até porque o investimento já foi feito, portanto isto não é algo que se possa parar de um ano para o outro.
No entanto, temos aqui esta vantagem dos modelos a combustão, nomeadamente modelos como o Fiat 500 híbrido, que é um carro que pega na plataforma de um carro elétrico e que isto é algo inovador porque é vermos um carro 100% elétrico a ser transformado para combustão e que para nós, público, é algo muito bom porque consegue reduzir os custos e dá-nos carros mais acessíveis, que é o principal argumento contra os carros elétricos, não concorda?
[00:02:11] Speaker B: Falaste de um assunto que eu acho muito interessante, que é esta eletrificação, se assim lhe podemos chamar, dos carros elétricos.
E vai ao encontro de uma teoria que tanto a Stellantis como o grupo MW sempre decidiram apostar, que é as plataformas multi-energias.
Para quem não está tanto por dentro do tema, a plataforma é aquilo que serve de base ao automóvel. Tudo é um chassi, é tudo. É a base tecnológica do carro. E a BMW e a Stellantis sempre definiram que o seu futuro seria feito com plataformas capazes de receber motores a combustão, híbridos e elétricos. No caso do Fiat 500, curiosamente, não era precisamente uma plataforma de multienergias, apesar de ser uma marca da Stellantis.
Mas aperceberam-se, e acho que bem, que o mercado ainda não está pronto para uma oferta exclusivamente elétrica. E este tipo de plataformas permite às marcas jogar com aquilo que o mercado procura. O mercado precisa de combustão, nós temos combustão. Precisa de elétrico, temos elétrico. E é muito por aí que acho que vai passar o futuro próximo e até médio prazo da indústria automóvel, é responder exatamente às necessidades do mercado, que no fundo sempre foi o que a indústria automóvel fez, até os políticos começarem a definir caminhos sem consultarem totalmente Era.
[00:03:21] Speaker A: Por aí que eu ia, porque uma questão são as necessidades do mercado, outra questão é a política que está por trás das fábricas.
[00:03:30] Speaker B: Já várias vezes e vários responsáveis de marcas pediram estabeleçam metas, não caminhos. Ficou claro agora com este recuo da União Europeia que é esse o caminho a seguir. Digam, nós queremos menos emissões. Depois as marcas com certeza que vão dentro da sua capacidade tecnológica, como sempre fizeram, encontrar soluções e os modelos que nós vamos ter em lançamentos e a chegar ao mercado deste ano são a prova de que as marcas são capazes de oferecer tudo e mais alguma coisa.
[00:03:55] Speaker A: Política à parte, vamos passar aos modelos em concreto. Que modelos é que temos de destaque para este ano?
[00:04:02] Speaker B: Temos modelos para todos os gostos e para todos os segmentos de mercado. Eu gosto de começar sempre com as tuas regras de baixo para cima. Começando pelos citadinos, acho que uma das principais novidades é o Renault Twin. É um modelo com um design que vai cativar muita gente, de certeza, porque é retro, mas moderno. Não é algo demasiado agarrado ao passado, mas foi buscar exatamente a inspiração a um modelo que todos nós conhecemos. com aquela carinha que fazia lembrar um sapinho, muito engraçado, e o novo Twingo traz isso. E traz cor. É um modelo que vai ser vendido quase exclusivamente com cores vivas, como era o original, e é 100% elétrica, é um modelo pensado para a cidade, e vai já ao encontro de uma categoria de automóveis que ainda nem sequer existe na União Europeia, que são aqueles cidadinos mais acessíveis, A Dacia também está a preparar o seu com base na tecnologia usada pelo Twingo e é um modelo que acho que vai ser muito importante para, de uma vez por todas, começar a democratizar a eletrificação. E se nós queremos mais carros elétricos nas estradas, temos que os tornar mais acessíveis e o Twingo vai ao encontro disso.
[00:05:00] Speaker A: Claro que sim. A Renault tem sido muito feliz com estes últimos designs. 100% elétricos, tem ido buscar modelos, tal como o Renault 5, que o concurso ACP elétrico do ano ofereceu. É um carro muito bem conseguido, um carro com design muito envolvente, tanto para quem teve o Renault 5 na altura, tanto agora para novos clientes. É um carro muito bem conseguido e o Twink vem nessa onda.
[00:05:22] Speaker B: São modelos que conseguem cativar público, além do fator tecnológico. Ou seja, não são modelos que são comprados porque eu quero um elétrico e este é elétrico. Não. São modelos que uma pessoa olha e eu nem sequer quero saber se ele é elétrico ou a combustão. Eu acho que lhe piada. E esta aposta acho que tem sido muito bem sucedida. E há marcas que...
Às vezes sem terem a base retro, mas têm em seguida esse caminho. Por exemplo, um pouco acima do posicionamento comercial, temos duas propostas que acho que vão ser muito importantes porque se inserem num dos segmentos mais vendidos da Europa, que é o Volkswagen ID. Cross e o Kia EV2. São ambos pequenos crossovers 100% elétricos, modelos que já conseguem fazer a ponta entre uma utilização maioritariamente urbana, que é aquela que, convenhamos, a maioria dos europeus dá ao seu automóvel, mas são carros que no fim de semana já têm autonomia, capacidade, para ser o carro de uma família normalíssima.
[00:06:09] Speaker A: Já tem mais de 400 km de subida.
[00:06:10] Speaker B: Exatamente. E potência até para chegar em uma autostrada sem terem qualquer tipo de complexo.
[00:06:16] Speaker A: Claro.
[00:06:17] Speaker B: E são modelos que acho que vão ser muito importantes este ano. Nesse segmento, mas sem ter o formato SUV crossover, temos o Cupra Raval, que é outro modelo importante. Uma forte aposta espanhola, não é? E vai tentar também mostrar que um elétrico pode ser um carro urbano, mas o motivo interessante de conduzir, e de certeza vai ser uma proposta muito bastante interessante, vai interessante para quem tem na condução um dos seus objetivos no momento ser de uma proposta muito interessante. compra de um carro, não quer só uma coisa para ir do ponto A ao ponto B.
[00:06:52] Speaker A: E a Cupra que vai buscar também uns designs muito desportivos, são carros muito diferentes do que vemos.
[00:06:57] Speaker B: Nesse aspecto teremos um Cupra Raval, apelar à emoção, e depois do outro lado, dentro do grupo Volkswagen, teremos um ID.Polo, que será um modelo, como sempre foi o Polo, honesto, muito pensado para quem quer um carro sóbrio e o Polo é exatamente isso e já podemos ver algumas imagens e vai ao encontro dessa imagem.
[00:07:17] Speaker A: Tenho agora aqui uma questão polêmica para levantar. Este ano, à partida, tudo indica que a Jaguar, uma marca que tão bem conhecíamos e gostávamos, que tem modelos desde vencedores de Le Mans a carros completamente de luxo, que decidiu abandonar tudo e passar aqui para uma parte 100% eletrificada, completamente disruptiva do que fez, O objetivo agora passa por produzir um carro 100% elétrico apenas.
Já vimos imagens, já vimos o carro a andar.
O que é que achamos sobre esse modelo?
[00:07:50] Speaker B: Até agora é conhecido como Type 00. Eu acho o carro bastante imponente. E acho que qualquer pessoa que o veja deve concordar que é um modelo que não vai passar despercebido a ninguém. A Jaguar reinventou-se por completo. Não foi só na eletrificação, é até no seu posicionamento comercial. Decidiu subir para um segmento de luxo mesmo, porque a Jaguar sempre foi uma marca premium, mas não lutava, como a Rolls-Royce agora propõe, a andar ali naquele território.
Eu acho que a grande parte da polêmica com a Jaguar não foi a eletrificação, não é o parar por completo a produção de modelos da combustão e praticamente deitar para o lixo, entre aspas, toda a sua gama e apresentar este novo modelo que ainda ninguém sequer conhece. Eu acho que foi um pouco a forma como a Jaguar o fez. A Jaguar, de repente, reposicionou-se por completo. associou-se a uma imagem mais jovem, também pode ser considerada mais poémica, o mercado estranhou, foi precisamente o afastar-se do público ao original.
[00:08:47] Speaker A: É, porque é o João Descobrimento também, mas aquilo parece que foi mesmo... Estão a ver tudo o que conhecem sobre nós, esqueçam-lo.
[00:08:52] Speaker B: É, e foi mesmo uma forma, algo chocante, porque a Jaguar até podia fazer esta transição e dizer, a partir de agora só vamos fazer carros elétricos, vamos fazer este Type 00.
[00:09:01] Speaker A: Deve ser uma transição mais jovem.
[00:09:03] Speaker B: É que a Jaguar não parece ter dito que não só... A Jaguar parece dizer que não só não queria fazer carros como fazia, como não queria vendê-los a quem os vendia.
[00:09:11] Speaker A: Exatamente.
[00:09:12] Speaker B: E essa que acho que foi a parte que chocou, mas agora o produto é que vai falar por si. O produto é rei.
[00:09:17] Speaker A: Vamos ver.
[00:09:17] Speaker B: E vamos ter de esperar para ver o que tanto a Jaguar apresenta como o próprio público da Dota.
[00:09:21] Speaker A: Deixa-me só lançar-te aqui outra marca, já que estamos a falar de luxo.
Ferrari.
promete um modelo 100% elétrico que seja revelado este ano, não acredito que o modelo esteja pronto este ano, mas que seja revelado, que se veja alguma coisa sobre ele. O que é que achas, sendo um apaixonado por automóveis, uma marca que sempre lutou contra este movimento, de finalmente apresentar aqui uma proposta de ter um 100% elétrico?
[00:09:47] Speaker B: É, é um 100% elétrico, convém ressaltar que tudo aponta que será um SUV.
Ou seja, acho que a Ferrari fez o caminho, ao contrário da Jaguar, a Ferrari fez o caminho de uma forma mais natural e acho que mais correta. Primeiro apresentou o puro-sangue. Vêem, a Ferrari pode não ser só desportivo, também temos um surto.
[00:10:04] Speaker A: Também fazemos carros altos.
[00:10:05] Speaker B: Fazemos carros mais altos. E agora fazemos carros mais altos e elétricos.
É uma inevitabilidade a Ferrari ter que apresentar um carro elétrico, não tanto por uma questão legal, como falávamos no início, porque a Ferrari é um construtor de nicho. que estaria sempre ao abrigo de exceções das emissões. Mas é um statement.
Ou seja, a Ferrari apresentar um elétrico é a Ferrari dizer, nós somos o primado da engenharia, estamos no pináculo da engenharia em que a área do automóvel for, inclusive nos elétricos. Se os fãs tradicionais da marca vão apreciar, talvez não. Mas eu acho que a Ferrari, com este novo modelo, vai estar a pescar o olho precisamente a um novo público, mas sem alienar o original, como a Jaguar parece fazer com esta aposta.
[00:10:47] Speaker A: E como vemos, modelos de sucesso, a Porsche, o cliente do 911 não é o do Panamera, nem o do Cayenne.
[00:10:53] Speaker B: Ou até pode ser.
[00:10:54] Speaker A: Ou até pode passar a ser.
[00:10:55] Speaker B: Pode ser, porque podes ter um Cayenne elétrico ou um Taycan na garagem para o teu dia-a-dia e depois tens um 911 para os dias especiais.
E acho que a Ferrari está a apostar nessa senda e com certeza que seja o que for que a Ferrari mostra vai ser um modelo superlativo.
Vai ser algo extraordinário.
[00:11:15] Speaker A: O que? Para fecharmos aqui a parte do segmento de luxo, altamente premium, há pouco falavas da Rolls Royce.
Já lançaram o Spectre, aquele modelo 100% elétrico.
Eu nem acho que seja completamente errado esses carros de topo serem modelos eletrificados, porque o objetivo de ter um carro desse é nós não ouvirmos o motor, Uma das maiores preocupações da Rolls-Royce sempre foi o facto de ter motores suaves em que nem se percebe deslocações de movimento, nem se percebe o ruído do motor. Portanto, a parte de ser 100% elétrico, faz todo o sentido.
[00:11:50] Speaker B: Aliás, tu falaste agora na Rolls-Royce e lembrei-me de uma história que tem aquelas questões um pouco envolta em mistério, em mito, mas reza a lenda de que a Rolls-Royce, quando desenvolveu o seu Electra, o Spectre, chegou à conclusão de que o carro isolava de tal forma os passageiros que eles ficavam enjoados.
Então teve que tornar o carro a passar mais as sensações a quem é a bordo para as pessoas não sentirem completamente abstraídas do que os rodeava. O segredo do luxo é precisamente esse isolamento. Há dois segmentos onde eu acho que faz muito sentido eletrificar e curiosamente são antagónicos, são opostos. É nos cidadinos e é no luxo.
[00:12:24] Speaker A: São os dois extremos.
[00:12:26] Speaker B: Porque tem uma utilização muito específica Por norma nem são utilizados em grandes distâncias, portanto estão perfeitamente adequados à eletrificação. Os outros, os outros temos soluções como os híbridos ou os híbridos plug-in que permitem a redução das emissões ou até os combustíveis sintéticos ou sustentáveis que permitem reduzir emissões sem ter que abdicar da autonomia e da facilidade de utilização.
[00:12:47] Speaker A: Estou perfeitamente de acordo, João. Achas que há mais algum elétrico que valha a pena destacar? Sim, acho.
[00:12:54] Speaker B: No segmento dos premium, a BMW está a preparar uma nova geração do Série 3, que se chama-lhe a Neue Klasse, como fez com a do original, e acho que pode ser uma revolução tremenda na marca. Ela vai ter motores de combustão, porque a BMW, como falávamos há pouco, mantém a aposta nas duas soluções, uma plataforma que permita soluções duplas, mas vai ter uma grande componente elétrica, E acho que este novo modelo tem tudo para reinventar a marca. Porque não só é o Série 3, e o Série 3 é...
[00:13:25] Speaker A: É um modelo emblemático. Vem desde os anos 70.
[00:13:29] Speaker B: A década dos 1600 e 2002. Exatamente. Estamos a falar de um modelo que defina a BMW. Falar de BMW é falar de Série 3. Este novo Série 3 vai definir a BMW de várias formas, não só em termos tecnológicos, e estou muito curioso porque os protótipos estão muito interessantes em termos visuais, em termos estéticos. BMW, sabemos, ter recebido várias críticas acerca do design dos seus modelos.
[00:13:50] Speaker A: Dos rins.
[00:13:51] Speaker B: Dos rins.
[00:13:52] Speaker A: Verticais, não é?
[00:13:53] Speaker B: Tudo aponta que este novo modelo vai ser uma coisa completamente diferente e, pelo menos na minha opinião, está muito interessante. Visualmente acho bastante interessante e acho que a BMW depois vai surfar aquela onda que este modelo vai lançar.
[00:14:07] Speaker A: Então vamos ter aqui uma alteração de design por parte da BMW?
[00:14:09] Speaker B: Tudo indica que sim. Tudo indica que sim.
[00:14:11] Speaker A: Há pouco falávamos do Polo GTI e agora que ainda estamos nos elétricos lembrei-me do Polo, desculpa, e eu ia falar precisamente do GTI. Esta questão de tornar os modelos elétricos mais próximos do que eram um pouco o que falávamos num podcast passado de desportivos elétricos. É uma boa aposta, não é? Ligar nestes Polos, nestes carros emblemáticos e atribuí-los.
[00:14:33] Speaker B: E vamos tê-los. Vamos ter o ID Polo GTI.
[00:14:37] Speaker A: Da Peugeot também.
[00:14:38] Speaker B: Da Peugeot, o E208 GTI.
O Cupra Raval com certeza que também será um rival deles e é muito interessante ver que a indústria automóvel parecia ter abandonado o conceito hot hatch e de repente reinventam-o à base da eletrificação. São modelos que vão continuar a manter-se fiéis àquilo que eles sempre foram, que é proporcionar maior prazer de condução, melhores performances num formato compacto adequado a uma utilização diária se não for vontade do utilizador andar a acelerar e a ter a prazer de conduzir aqueles modelos. Já vimos o E-208 ETI, o Polo vimos com camuflagem, mas já dá para perceber o que é que aí vem. E são modelos que, sem dúvida, vão ser muito interessantes.
No mercado já temos algumas propostas, como o Mokka GSE, que é um crossover de caráter mais desportivo.
E isto tem mostrado, como nós falámos no outro podcast, que há futuro nos elétricos para os desportivos, inclusive é pequenos.
[00:15:34] Speaker A: Mas é curioso o facto dos cidadinos regressarem com os elétricos, porque é nas cidades que eles fazem sentido, trazerem também as versões mais potentes, as versões mais animadas.
[00:15:44] Speaker B: É as marcas a dizerem, ou pelo menos é a minha interpretação, a dizerem ao cliente, você vai ter a possibilidade de escolher como sempre escolheu. Nós tínhamos versões com um motor mais fraco, intermédio, mais potente. Versões diesel, que eram as de maior autonomia, agora nos elétricos vamos ter versões com baterias maiores, mais pequenas, desportivas, tudo.
E acho que a dado a altura o cliente, se os preços acompanharem essa evolução...
[00:16:07] Speaker A: É sempre a grande questão.
[00:16:08] Speaker B: É, é sempre a questão.
E acerca disso, até há várias novidades que a indústria tem discutido, que certamente darão um tema para outros podcasts.
Mas se acompanharem os preços, se acompanharem essa evolução, o cliente, a dada altura, acredita, até vai deixar de pensar se estou a comprar um elétrico ou estou a comprar o carro de que gosto.
[00:16:26] Speaker A: Vai ser natural.
[00:16:27] Speaker B: É o objetivo, no final do dia.
[00:16:29] Speaker A: Mais algum elétrico que queiras destacar? Eu sei que a Audi apresentou ali um protótipo agora no salão de Bruxelas, um TT elétrico com uma frente muito diferente.
[00:16:38] Speaker B: Esse é outro modelo, ainda vamos ter que esperar para o conhecerem e parece-me que vamos ter que esperar um bom bocado.
[00:16:43] Speaker A: Sim, sim.
[00:16:44] Speaker B: Mas é um modelo que, tal como o Série 3 promete fazer para a BMW, acho que vai acontecer na Audi, vai reinventar o design da marca. Um pouco como o TT original fez, porque aparece com um estilo que acabou depois por ser transmitido para os restantes modelos.
[00:16:59] Speaker A: E que é um clássico atualmente.
[00:17:00] Speaker B: Já é um clássico, e por direito próprio.
E acho que este novo TT promete, de facto, reinventar o design da Audi.
E a própria Audi acho que está a precisar de um modelo nesse sentido para voltar a chamar atenções que, apesar das propostas e dos produtos terem qualidade, têm passado um pouco mais despercebida no segmento premium.
[00:17:20] Speaker A: Também vi imagens do novo A4, vai nesse sentido tudo isso. Os carros vão mudar bastante.
Passamos agora para a combustão.
ou para os eletrificados, mas aqui com combustão. E há uma marca que temos que dar parabéns, que é a Toyota.
Temos a MR2 e temos o GR GT, que são carros completamente surpreendentes e carros muito necessários para quem realmente gosta de automóveis desportivos.
[00:17:47] Speaker B: É verdade. A Toyota está a fazer justiça ao seu dirigente, ao seu diretor. Ele é um fã de automóveis, como todos nós sabemos, e a Toyota insiste em continuar a fazer carros à moda antiga. O mais extraordinário é que a Toyota faz carros como o GR GT ou o MR2, ao mesmo tempo que propõe algumas das ofertas mais ecológicas e económicas do mercado. Portanto, a Toyota mostra que é possível fazer as duas coisas, não é preciso abdicar de um instrumento do outro.
E estes são carros para apaixonados, são carros muito específicos, de nicho, Mas são carros que prometem manter os petrolhead, os fãs do automóvel no seu estado mais puro, satisfeitos por muitos e bons anos, porque já o GR Yaris o faz. O GR Corolla, que não se vende na Europa, mas também segue a mesma regra. O Land Cruiser, ou seja, a Toyota tem mostrado esta capacidade de jogar em dois tabueiros e ganhar. Que é interessante.
[00:18:44] Speaker A: E consegue ter uma linha de, uma gama de automóveis com respostas para todas as necessidades, não é? É surpreendente.
[00:18:52] Speaker B: A Toyota neste momento faz lembrar os princípios da General Motors. Que a General Motors tinha aquela parafernália de marcas porque o seu fundador dizia, eu quero que cada pessoa tenha um carro da GM que possa responder. E a Toyota diz, nós não temos marcas, temos modelos. Você precisa do quê? Precisa de um todo terreno, nós temos, um esportivo nós temos e eles vão ao encontro disso.
[00:19:10] Speaker A: Por falar em todo o terreno, há um carro que se sair este ano, 2026, vai ser uma coisa muito própria e que entra numa categoria de automóveis que parece que não faz sentido, mas depois acaba a fazer todo o sentido, que é o Ford Mustang Raptor.
[00:19:27] Speaker B: O Ford Mustang Raptor, a confirmar-se que sai este ano, é finalmente a resposta de qualquer construtor ao 911 Dakar.
Podemos considerar que há o Lamborghini...
[00:19:39] Speaker A: Exatamente.
[00:19:40] Speaker B: Estava a me lembrar dele. Estava a dizer que não havia resposta. Há uma resposta.
Acho que o Mustang traz uma coisa que é, o Mustang sempre foi um esportivo do povo.
[00:19:50] Speaker A: Não em Portugal, mas na América.
[00:19:53] Speaker B: É um esportivo muito mais acessível do que um 911 ou um Huracán.
[00:19:57] Speaker A: O Mustang, só para termos termos de comparação, o Mustang nos Estados Unidos é um carro que se consiga comprar ali abaixo dos 30 mil dólares.
É um preço completamente diferente do que se paga cá em Portugal.
[00:20:10] Speaker B: E este Raptor vem ao encontro disso, é um Mustang completamente diferente daquilo que nós estamos habituados, mas o nome Mustang já está associado a um elétrico, já se reinventou de tal forma que não me choca. Estou muito curioso para ver, acho que dava uma base interessantíssima depois para um protótipo do Dakar. Era muito engraçado, não tirando valor às Ranger Raptor que lá correm, Mas vejo.
[00:20:31] Speaker A: A Ford, a M-Sport, a substituir as Ranger Raptor de Dakar por Mustang Raptor.
[00:20:37] Speaker B: Ou até, até agora que falamos dessa possibilidade, até vi à Ford a fazer outra coisa, que era manter as Ranger Raptor na categoria de topo, e naquela nova categoria onde a Land Rover parece aparecer com o Mustang, era algo que eu digo já aqui, eu durava a ver, e já agora... Se algum responsável de uma marca nos ouvir, a Porsche também podia participar com o Novo Z11, que era muito chique.
[00:20:59] Speaker A: Esta categoria que o João fala é aquela nova produção que aparece, que é fundamental, porque quando conseguimos ver um carro em prova, que é um carro que conseguimos identificar na rua, é algo que faz todo o sentido a quem gosta de automóveis e a quem quer ter um carro que esteja lá efetivamente representado, porque hoje em dia os carros são cada vez mais protótipo de competição e é difícil identificar podem ter uma marca, podem ter um modelo, mas é difícil ver parecenças ou semelhanças.
[00:21:26] Speaker B: Qualquer que nós conduzimos.
[00:21:27] Speaker A: Exatamente. Falávamos do Fiat 500 híbrido, para este ano, que também é aqui uma renovação muito boa porque baixa-nos o preço em cerca de 7, 8 mil euros.
Conseguimos comprar o novo Fiat 500 mas com o motor a combustão sem ser o elétrico e que traz aqui essa vantagem porque o fundamental dos recargos à combustão é o preço ser mais baixo. O Clio O novo Renault Clio, um.
[00:21:52] Speaker B: Pouco como a Toyota, ainda não apostou tanto nos desportivos para ter uma marca própria para fazer, que é a Alpine, mas a Renault decidiu reinventar o Clio.
Já está disponível, mas ainda não começámos a ver nas estradas, ainda não nos começámos a cruzar com ele. O Clio é já uma instituição na marca. um dos seus modelos mais vendidos, quiçá até o mais vendido da sua história, números absurdos, e continuasse a ser uma proposta de topo no segmento, é uma referência, e a Renault decidiu. A Renault neste momento tem uma cobertura total dos segmentos utilitários, seja a combustão, seja elétrico. O Clio agora também em modo híbrido, com motorizações GPL. Estamos a falar de uma marca que apostou forte no segmento que é o mais vendido da Europa e do longe o mais vendido em Portugal.
E o Clio, certeza que com a gama de motorizações que tem, com a gama de equipamentos que tem, vai ser sem dúvida, e estou muito interessado para ver como é que ele se vai inserir num segmento onde já lidou, onde continua a bater sempre por lugares primeiros, com um design que acho que a própria Renault admite que vai requerer alguma habituação. Porque não é que seja estranho, é uma reinvenção total daquilo que nós estamos a habituar.
[00:23:07] Speaker A: Não tem nada a ver com o Clio.
[00:23:09] Speaker B: Nada. E até porque a anterior geração tinha sido uma evolução do seu ancessor e este, de repente, é uma folha em branco, um modelo completamente novo. Vai ser interessante ver, mas tendo em conta a história, as pessoas vão olhar além disso e vão adotá-lo como escolher.
[00:23:25] Speaker A: Que outros modelos é que destacas, como estão? Também dentro da Ford, para além do Raptor, saiu o Mustang GTD, portanto temos aqui, não é como era os Volkswagen gasóleo, mas é uma versão aqui quase como se fosse um GT3 RS da Porsche, mas na Ford, portanto um carro de pista.
[00:23:45] Speaker B: Sim, é o Mustang mais focado e é a prova da Ford a dizer, nós também sabemos fazer curvas, costuma-se haver aquela piada de que os carros americanos, os desportivos americanos só andam bem a direito. Afora há muito que nos tem mostrado que não é verdade e este novo Mustang é outra vez o reforçado dessa afirmação.
Em termos de combustão, de fase da combustão, eu gostava de ressaltar aqui um tipo de combustão que está ali em terra de ninguém quase, mas também já fizemos um podcast do ACP elétrico do ano dedicado a isso, que são os RF, os elétricos com extensão de autonomia. Cada vez há mais, a LiPo Motor aposta nessa tecnologia em particular, mas outras marcas também o fazem, e acho que podem ser aqui uma ponte entre a combustão pura e os elétricos muito interessante. Por vezes o próprio consumidor, por algum desconhecimento, não se lembra desta tecnologia, pode vir a ser muito importante, até com este alívio das...
das metas europeias.
Porque, ok, de repente a União Europeia diz, podem ter um motor de combustão. E se nós não usarmos o motor de combustão para mover o carro, mas sim como um pequeno gerador para a bateria e para o motor elétrico.
E aí, em termos de combustão, acho que podemos destacá-los e toda a ofensiva da LiPoMotor, em particular, que tem muitos desses modelos.
[00:24:59] Speaker A: É um tipo de tecnologia pouco divulgada.
Não há muitas marcas a fazê-lo. Atualmente penso que a Mazda... Com o MX-30 REV. Com o MX-30 REV, exatamente. A Nissan com o ECAPOWER, Sim, que.
[00:25:11] Speaker B: Na prática é o mesmo.
[00:25:13] Speaker A: E é a mesma coisa, que é ter um motor, como tu explicaste, ter um motor só como gerador, porque o carro anda sempre em modo elétrico, é uma boa aposta, também concordo contigo, porque a autonomia...
[00:25:23] Speaker B: A autonomia deixa de ser um problema e nós já tivemos hipóteses de conduzir modelos com esta tecnologia e uma pessoa usa aquele carro.
normalmente, sem sequer se lembrar que está a conduzir um elétrico, apesar de ter todos os benefícios, ou quase todos, de um modelo elétrico, aquela suavidade, aquela facilidade de utilização, e acho que no campo da combustão podemos ressalvar que há esta nova forma de ser combustão.
[00:25:43] Speaker A: João, ficam-nos muitos mais modelos por falar.
[00:25:46] Speaker B: E alguns nós nem sequer sonhamos que aí venham.
[00:25:48] Speaker A: E nós não vamos ter tempo de conseguir abordar todos, portanto, vamos ter podcasts futuros sobre esta temática de lançamentos, que é para conseguirmos ter aqui um acompanhamento do mercado, e vamos deixar esses modelos para outro episódio, pode ser?
[00:26:01] Speaker B: Com certeza.
[00:26:02] Speaker A: Obrigado por teres estado cá, e obrigado também a quem nos esteve a ouvir, e já sabem, se quiserem ver, basta passarem no site do Automóvel Clube Portugal, ir à secção de podcasts, onde podem ver e ouvir. Se quiserem apenas ouvir, podem ir ao Spotify ou ao Apple Podcast, onde tem lá todos os podcasts do Automóvel Clube Portugal. Muito obrigado.