É a altura de comprar um novo clássico?

Episode 150 August 27, 2026 00:18:24
É a altura de comprar um novo clássico?
ACP - Automóvel Club de Portugal
É a altura de comprar um novo clássico?

Aug 27 2026 | 00:18:24

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Show Notes

Os automóveis dos anos 90 e 2000 estão a conquistar um novo lugar no mundo dos clássicos. Conhecidos como youngtimers, estes modelos vivem atualmente um fenómeno de valorização impulsionado pela nostalgia.

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Episode Transcript

[00:00:06] Speaker A: Bem-vindos a mais um podcast do Automóvel Clube de Portugal. Eu sou a jornalista Constaça Santos e hoje vamos falar de automóveis, mas de uma geração especial, dos anos 90 aos 2000. Estes carros, que aparentemente são usados e velhos, cada vez mais são desportados por colecionadores e aparecem em eventos de clássicos, estes eventos onde eles chegam a ter valores impensáveis há 10 ou 15 anos atrás. Mas afinal, o que é que tornou estes carros especiais? Qual é o fenómeno que está a acontecer? Temos connosco o Francisco Costa Santos, que nos vai dizer e explicar, como jornalista do ACP, mas também aficionado por clássicos, todo este fenómeno. Bem-vindo, Francisco. [00:00:47] Speaker B: Olá Constância, obrigado. É verdade, hoje vamos falar de novos clássicos, os muito famosos Young Timers, agora falamos muito, mas são na realidade novos clássicos, carros que à partida não são antigos o suficiente para serem clássicos, nem novos o suficiente para serem carros atuais, ou seja, estamos aqui num registro de automóveis muito específico e é realmente um tipo de automóvel que está a ter cada vez mais sucesso e mais procura por causa de questões específicas que são elas, as memórias que trazem às pessoas que os querem comprar, as vivências que tiveram com esses carros ou todo aquele leque de infância de filmes, de videojogos e tudo mais, que criam aqui uma grande atração para as pessoas que agora os podem realmente comprar e que são carros realmente mais atuais. [00:01:36] Speaker A: Falamos de nostalgia, mas também a parte técnica será aqui relevante? [00:01:40] Speaker B: Sim, sim, sim, porque a nostalgia, obviamente, é muito grande quando entramos neste fator de comprar um automóvel clássico. Mas a parte técnica também, porque são carros fáceis de utilizar, ou por outra, mais fáceis de utilizar do que carros clássicos, ou seja, um carro dos anos 70, um carro dos anos 60. [00:02:00] Speaker A: Fazendo parte aqui da tua infância e da tua juventude, desta tua memória, tu achas que isso hoje em dia é realmente este mote, esta alavanca que faz com que colecionadores ou até pessoas comuns que não têm nenhuma afeição a carros os comprem e procurem? [00:02:15] Speaker B: Claro que sim, eu sou da geração de 90, ainda não tenho 30 anos, mas uma pessoa que tenha 30 anos e que gosta efetivamente de automóveis já tem algum poder de compra para poder ir atrás de um carro destes e isso obviamente influencia imenso porque sabemos que ter um automóvel clássico é dispendioso ou fazer um investimento destes é sempre preciso gastar algum dinheiro e muitos destes carros ainda estão acessíveis no mercado e ainda são possíveis de comprar pelos jovens que os querem. Portanto, claro que sim. [00:02:47] Speaker A: Em termos de budget, sabemos que há aqui possibilidade de hoje em dia, por exemplo, um carro desses custar 15 mil euros, mas daqui a 10 ou 15 anos custar um valor muito superior, não é? [00:02:57] Speaker B: Claro que sim. Isso é uma tendência do mercado que nós observamos e já é cíclico, já aconteceu muitas vezes, porque os novos classics de hoje são carros que antigamente, ou por outra, os novos clássicos de hoje, noutros tempos, surgiram outros novos clássicos. Ou seja, o que nós consideramos agora um carro clássico dos anos 50, já foi um novo clássico. E, portanto, quando esses carros estão no ponto de desvalorização máximo, aí é que é realmente interessante adquirir um carro desses com perspectiva de futuro, obviamente que não é preciso comprar um carro com o objetivo de o querer vender no futuro, porque estes são carros que dizem muito a quem os quer, principalmente, e não são comprados, muitos deles, com o objetivo de investimento, mas que a oportunidade é muito boa porque se juntam aqui vários fatores, ou seja, são carros da geração que me dizem respeito e são carros que eu quero realmente guardar. A questão do investimento depois é uma [00:03:51] Speaker A: consequência, Mas, por exemplo, um BMW E36 ou o Honda Civic, que são carros que hoje em dia, para estes aficionados, já têm algum valor, são carros que não são assim tão antigos, mas que, lá está, são estes novos clássicos que estão aqui a surgir, e achas que isso vem de onde? Destes jogos, destas redes sociais, ou simplesmente são modelos que marcaram essa geração e que hoje em dia para estas pessoas têm uma imagem de marca? [00:04:17] Speaker B: Claro, é curioso pensarmos no Honda Civic como um carro clássico, um Honda Civic dos anos 90 é um carro clássico, ok. Sabemos que existem aquelas versões Type R que são as mais desejadas e que esse obviamente por questões técnicas e por questões de produção, porque sabemos que quanto menor for o número de produção, mais valor o carro terá obviamente. Às vezes pode-nos parecer estranho um carro com uma motorização mais banal de ser um carro de interesse, o mesmo se aplica no BMW, no E36. Se não estivermos a falar do M3, que é um carro altamente desportivo, ou a versão de topo dessa gama, desse modelo, é estranho, por exemplo, um 318is ter procura. Mas claro que tem, porque são carros que primeiro estavam mais presentes nas estradas quando nós éramos jovens. Ou seja, eram carros que nós víamos com mais frequência. Depois, há sempre versões mais desejáveis, como os coupés, que agora é uma tendência, mas faz todo o sentido, porque eram os carros que nós vínhamos nas ruas, são os carros que nos despertam memórias, e isso é principalmente o fator mais importante. [00:05:22] Speaker A: Mas, então, o que faz alguém não comprar um modelo novo da mesma marca e optar por esta escolha é também essa questão nostálgica, não é? Acaba por ser esse o modo, porque se formos a ver em questões técnicas, faz sentido? [00:05:35] Speaker B: É assim, em questões técnicas faz, e aqui não falamos de não escolher um carro novo para ir buscar um clássico, aqui falamos de poder ter um clássico que seja utilizável, porque um carro novo é sempre mais seguro, é sempre mais eficiente, mais económico. Aqui falamos de uma experiência totalmente diferente, que é, um carro clássico dá-nos algo que nós não conseguimos em nenhum carro moderno. ou seja, aquela questão analógica, a forma de conduzir até algumas dificuldades que esses carros apresentam e que para quem gosta deles são questões normais e importantes, são sensações que nós não temos em carros modernos. E depois há também o valor, não é? Porque quando falamos destes novos clássicos, estamos a falar de carros que estão num ponto de desvalorização muito grande, ou seja, estão no máximo de desvalorização possível e que se tornam uma excelente opção de investimento ou uma excelente opção de compra. [00:06:36] Speaker A: Se calhar são carros que temos na nossa garagem de um avô e que não sabemos o valor que daqui a 10 ou 15 anos podem vir a ter, porque lá está, estão a ganhar uma nova vida a pouco e pouco. Mas achas que esta nova iniciativa de criar novos clássicos pode vir aqui a tornar um novo grupo de colecionadores? [00:06:55] Speaker B: Sim, e espero bem que isso aconteça, porque o que nós queremos mais é jovens a continuarem este legado dos automóveis clássicos. Tudo bem que podem não ser carros tão antigos, mas certamente vai acontecer, porque lá está. quanto mais anos passam, mais carros vão ficando clássicos e é aqui uma renovação de gerações e não só renovação de gerações de pessoas, mas também de automóveis, porque é impensável se cá pensar num modelo de 2005 como um carro clássico, mas logo logo estamos aí, vai ser um novo clássico. [00:07:31] Speaker A: quando falamos do modelo 2005 podemos falar, por exemplo, de modelos mais simples, como um Volkswagen Polo, por exemplo, um Opel Corsa. Estes carros, que aparentemente são carros banais, não precisam de nada de especial para serem um clássico, não é? O que é que os torna um clássico ou melhor, um novo clássico? [00:07:49] Speaker B: É verdade, é verdade. É sempre difícil, é sempre estranho ao início estarmos a falar de carros que nos parecem ainda modernos, passarem a ser automóveis clássicos. Obviamente que há aqueles carros que têm características técnicas que aí não há dúvida nenhuma. Se estivermos a falar de um Polo GTI, obviamente que esse carro será um clássico um dia, não é? Porque é um carro com características especiais, com potência, com performance. Agora, se forem modelos mais banais, é preciso atender bem à sua questão, ou seja, tem que estar em muito bom estado, tem que ter alguma relevância, até porque quem é que vai querer certificar um Polo 2005, ou quem é que vai querer ter um Polo 2005 como clássico, a não ser que esse carro lhe diga muita coisa, não é? Portanto, tem que haver ali uma história, uma ligação com esse modelo. Portanto, falamos sempre de casos concretos, casos específicos, e obviamente têm que ser sempre unidades em muito bom estado e aí, sim, não vejo porque não. [00:08:43] Speaker A: Portanto, classificando aqui de alguma maneira o que poderá ser um novo clássico, passamos para outro tema mais sensível, que é a questão do diesel, e também perceber se esses carros, a diesel, podem ou não ser novos clássicos. Temos exemplos, por exemplo, de um Audi TDI. Será que ele pode vir a ser um novo clássico? [00:08:59] Speaker B: É verdade, porque a tendência do diesel... O diesel estava associado a carros lentos, a carros barulhentos, e nos anos 90 a coisa muda. Desenvolvem-se novas tecnologias e os carros passam a ser mais desportivos, aliás, tão desportivos ao ponto em que a Audi e a Peugeot ganham as 24 horas de Le Mans com carros com motorizações diesel. Portanto, o diesel ganha ali uma nova forma e nós quando observamos ali, final de anos 90, inícios de 2000, que são estes novos clássicos que falamos, vemos que a tendência, principalmente em Portugal, era para ter um carro diesel. Carro diesel era sinal de estatuto, eram versões potentes, porque o diesel tem muita força. [00:09:42] Speaker A: É quase como os elétricos que estão a ganhar espaço hoje em dia, não é? [00:09:45] Speaker B: É isso, era uma tendência. [00:09:46] Speaker A: Fazia parte da tendência. [00:09:48] Speaker B: Era uma tendência. E surgiram carros mais variados, os famosos seis cilindros diesel da BMW, carros com muita potência, os 535 diesel, versões também desportivas de carros a gás óleo, como o da Alfa Romeo, da Fiat, pronto. E o que é que acontece? sem esquecer também da SED, que tinha aqueles famosos motores PD, que também foram um grande sucesso. Esses carros, efetivamente, terão de passar, alguns deles serão clássicos, porque se nós observamos jeeps diesel, veículos 4x4 que são clássicos, esses carros não é por terem motorizações diesel que o deixam de ser, aliás. Temos os Mercedes 190, temos carros ligeiramente mais antigos que já são clássicos. Portanto, eu não vejo porque não fabricaram carros nos anos 2000 incríveis. A Volkswagen fabricou o Touareg V10, portanto o motor V10 de assistência aos carros do Dakar, depois foi vendido para a estrada. A Audi fabricou o Q7 V12 TDI, motores completamente incríveis e que sim, tem espaço, de certeza, tendo em conta as unidades e os carros em si, mas sim, claro, tem espaço, porque fizeram parte de uma história e têm peso para isso. [00:11:02] Speaker A: parte da história fez também as modificações e a questão do tuning, das suspensões, das jantes. Toda esta questão, também ela polémica por si só, mas que sabemos que faz parte exatamente da história, também muito ligada às questões dos videojogos que acabavam proporcionar aqui quase uma ligação entre a criatividade mecânica e até onde é que nos podia levar. Portanto, mesmo esses carros alterados, que sofreram essas alterações, mudando aqui o fabrico original, podem eles também ser classificados clássicos ou tendo em conta as variações que ocorreram, já não faz sentido terem esse estatuto. [00:11:38] Speaker B: As modificações é um tema sensível, mas porque a modificação sempre existiu, ou seja, fazendo aqui também um contexto rápido, desde que existiu o primeiro automóvel que existe modificação, porque sempre quisemos mais potência, mais tração. [00:11:53] Speaker A: Faz parte da evolução natural do carro, se não houvesse modificação... A marca também não incluía. [00:11:59] Speaker B: E existiram marcas dedicadas, foram criadas marcas, empresas dedicadas só às modificações. Nos anos 80, aliás, começa-se com marcas como a Abar a transformar Fiat para terem mais performance e por aí, até que observamos marcas como a AMG que fazia modificações em Mitsubishi e depois passou a ser associada única e exclusivamente à Mercedes, a BMW tem a M, E existiram outras marcas, como a Brabus, que pegava modelos da Mercedes e também os transformava. Vemos que a personalização e o tuning sempre existiu. Porquê? Porque torna o carro mais próprio e há muitas pessoas que gostam disso. É isso mesmo. O carro torna-se único. Aquele é o meu carro, não há nenhum igual àquele e isso é que eles valorizam. Mas depois entramos em temas sensíveis e a imaginação é muito grande e nos anos 2000 realmente o tuning foi um boom. [00:12:53] Speaker A: Até para os filmes, não é? [00:12:55] Speaker B: Exatamente. [00:12:56] Speaker A: Exatamente. [00:12:58] Speaker B: Velocidade Furiosa. Tivemos muitos filmes com essa questão do tuning e tivemos também jogos de Playstation e de consolas porque nós, geração 90, e estes novos clássicos foram muito apanhados nesta questão do tuning dos anos 2000 por esses temas todos variados. Só que é essencial perceber até que ponto é que o tuning pode ou não ser considerado clássico. Foi um momento da história do automóvel, daria um podcast aqui enorme só sobre esse tema, mas eu acho que é preciso ter atenção às modificações que são feitas e perceber bem quais são os limites, porque há modificações que descaracterizam completamente o carro e perde totalmente o interesse. Há outras que até o melhoram, portanto é preciso... [00:13:47] Speaker A: Alguns dos novos clássicos que vemos na estrada, esses clássicos podem também ter essas alterações muito devido a poderem lá estar a fazer quilómetros e etc. Até que ponto é que há aqui esse equilíbrio? [00:14:00] Speaker B: Eu percebo. Há também a questão da legalidade, porque há muitas modificações dessas que não são legais, principalmente em Portugal, que temos alguma dificuldade em aceitar essas modificações. Ainda que, se forem a nível de performance, há umas que até tornam o carro mais seguro, mas em Portugal é difícil aceitar essas questões. Mas é realmente um tema sensível. É difícil perceber Eu tenho a convicção que um carro original tem sempre mais valor. Admito que algumas versões de casas conceituadas possam atribuir algum valor, porque depois também são unidades mais exclusivas, mas é difícil perceber e aceitar. Tudo bem que fez parte da história, mas é difícil... [00:14:42] Speaker A: Incorporar dentro deste novo mundo dos clássicos. [00:14:46] Speaker B: Vamos ver o que é que vai acontecer, mas é inequívoco que fez parte da história do automóvel. [00:14:51] Speaker A: Exato. Olhando agora para o futuro e deixando-nos aqui em parte do passado, qual seria o carro que atualmente achas que fazia sentido, assim como um bom investimento, comprar? [00:15:04] Speaker B: Claro, vários, desde já vários, porque existem imensos carros que são excelentes oportunidades. Ou seja, o que eu iria focar e o que eu vejo, porque dia sim dia não estou a ver automóveis. [00:15:19] Speaker A: És um aficionado? [00:15:20] Speaker B: Um aficionado, estou sempre em cima desse tema, portanto, se alguém pretende avançar aqui para um novo clássico, Eu acho que apanhar ali modelos de final dos anos 90, início dos anos 2000 é o ideal, até porque é esse os automóveis que se querem. Ver automóveis descapitáveis, por exemplo, o Audi TT sendo na versão coupé, sendo na versão cabrio, os MX-5, os BMW Z3, carros que apareceram em filmes, carros que fazem parte da história, vão valorizar certamente. Estão agora no seu patamar mais baixo. Ou se quisermos ir para SUVs, os Range Rover, os P38 estão a ser muito valorizados neste momento. [00:15:59] Speaker A: E quem sabe daqui a 10 ou 15 anos. [00:16:01] Speaker B: Claro, claro que sim. Até porque, por exemplo, nos todo o terreno, nós já dificilmente conseguimos encontrar carros tão capazes, tão capazes não. Ou seja, obviamente que hoje em dia existem sistemas de tração, superiores até, com sistemas diferentes. Mas estes analógicos e de tração pura e tudo mais estão a deixar de existir. Portanto, até por aí é engraçado ver que esta parte mecânica tem interesse. [00:16:28] Speaker A: Não sei também pela questão de agora cada vez mais serem automáticos e haver, para quem gosta, muita tendência a apostar da parte das mudanças, não é? De poder mexer e sentir o carro na sua essência. [00:16:39] Speaker B: Faz todo o sentido, não? Faz todo o sentido. A tendência é mesmo essa. Sendo híbrido ou elétrica, a caixa é automática. Portanto, a questão do manual também traz aí bastante experiência e bastante E, se [00:16:49] Speaker A: calhar, cada vez mais vão ganhar valor exatamente por terem essa mudança, ou seja, essa analogia ao passado. [00:16:58] Speaker B: É isso. Há um princípio base na questão dos clássicos, sejam eles novos clássicos, sejam eles carros mais antigos. E qual é? É o tamanho do motor, ou seja, grandes cilindradas são sempre valorizadas, porque atualmente a tendência é em reduzir o tamanho dos motores por causa das questões da eficiência, e ter caixa manual. Portanto, esses são os pontos-chave de um bom investimento num automóvel clássico. [00:17:26] Speaker A: Muito obrigada, Francisco. Obrigada também por nos ter explicado aqui qual é o valor que estes carros cada vez mais vão tendo e o porquê deste fenómeno estar a ganhar tanto espaço nos últimos anos. Portanto, muito obrigada por esta conversa. Muito obrigada por terem estado desse lado. Conseguimos então perceber o que é que torna estes carros que aparentemente são usados e velhos em carros novos clássicos e também com enorme valor não só emocional mas também a nível monetário. Estes carros que hoje podem não ter um grande valor e que estão na nossa garagem parados, mas que daqui a 10 ou 15 anos, quem sabe o valor incalculável a que podem chegar. Muito obrigada, podem assistir ao nosso podcast nas nossas redes sociais e também no nosso YouTube. Até ao próximo episódio.

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