Youngtimers atraem jovens para o universo dos clássicos

Episode 146 August 06, 2026 00:20:09
Youngtimers atraem jovens para o universo dos clássicos
ACP - Automóvel Club de Portugal
Youngtimers atraem jovens para o universo dos clássicos

Aug 06 2026 | 00:20:09

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Show Notes

Com a evolução natural do conceito de automóvel clássico, modelos outrora considerados modernos passam agora a integrar o património histórico automóvel. São, precisamente, esses modelos que começam a chamar os mais novos para este universo.

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Episode Transcript

[00:00:05] Speaker A: Seja bem-vindo a mais um podcast do Automóvel Clube Portugal. Neste episódio vamos falar de automóveis clássicos, neste caso, novos automóveis clássicos, ali entre os anos 80 e 90, habitualmente denominados por Youngtimers. Eu sou o José Beral Rodrigues e neste episódio vamos ter como convidado Francisco Costa Santos, meu colega na revista ACP, e há aqui um bom motivo para Francisco inverteres um bocadinho aqui a ordem do teu papel, ou seja, neste momento estás como entrevistado e não como entrevistador, porque integras em representação do ACP um grupo de trabalho junto da FIA com o propósito de atrair novas gerações ou novos públicos para o mundo dos automóveis clássicos e vamos explorar isso mesmo. Talvez começar aqui por esse trabalho que estás agora a começar juntamente com a FIA. Podemos considerar que és um delegado neste momento para esta área. O que é que a FIA está a fazer em concreto e que grupo trabalha este? [00:01:11] Speaker B: Claro que sim, José. Antes de mais, olá a todos e obrigado por estar aqui hoje. É verdade, portanto, estou a representar o Automóvel Clube Portugal na FIA como condição do delegado. Nós temos um grupo de trabalho, como disseste bem, que se chama Youth and Heritage e o objetivo é conseguirmos perceber e de que forma é que conseguimos atrair mais jovens para os automóveis clássicos, sejam eles de que geração forem, mas principalmente aqui um foco nestes novos clássicos, nestes young timers que falávamos. porque muitas vezes lá está, consideramos que são os anos 80 e os anos 90, mas se formos mesmo específicos, young timers, são carros dos anos 90 e já quase ali nos anos 2000, porque temos aqui este critério dos 30 anos. [00:01:53] Speaker A: Pois, eu ia pedir-te para, se pudesses fazer uma definição do que é que é um carro young timer, para ter essa avaliação. o que é que o define? [00:02:05] Speaker B: Claro que sim, mas deixa-me só voltar à questão anterior porque penso que não tenha respondido. O que a FIA pretende, ou seja, o ACP pertence à FIA e o que pretendemos com este grupo de trabalho é perceber o porquê de os jovens hoje em dia não estarem tão ligados aos automóveis ou de que forma é que podemos atrair mais jovens. Porquê? Porque, como tu sabes bem, quem gosta de automóveis, ou é porque tinha familiares relacionados com automóveis, ou é porque tinha algum carro antigo em casa, ou é porque tinha um grupo de amigos que estava diretamente relacionado com automóveis, E o objetivo aqui é pegar mesmo em pessoas que nunca tenham contactado com automóveis e fazê-las... [00:02:44] Speaker A: Despertar o interesse. [00:02:45] Speaker B: Despertar o interesse, exatamente. E isto é um problema que não acontece só em Portugal, acontece, estamos a ver, na Europa inteira, portanto estamos a contactar os grupos, os clubes todos de automóveis e estamos a perceber disso. E estamos a fazer aqui um plano com eventos, vídeos, conteúdos exclusivos, para conseguimos atrair mais público. [00:03:03] Speaker A: E esse grupo de trabalho inclui não só o ACP, mas também vários clubes e federações de automóveis por toda a Europa. [00:03:09] Speaker B: Sim, sim, sim. [00:03:10] Speaker A: É só a Europa também? [00:03:11] Speaker B: Não, não, não. O trabalho que estamos a fazer é mesmo desafiante, porque o objetivo é contactar todos os clubes do mundo. Portanto, é uma tarefa que estamos a conseguir, estamos a conseguir respostas positivas e nesta primeira análise, ainda não estão todos contactados, obviamente, estamos a reunir trabalhos, ou seja, o que é que vocês fazem no vosso clube relativamente a este tema? O que é que fazem relativamente a este tema? Portanto, andamos aqui a trocar informações para conseguirmos chegar à conclusão de o que é que temos que fazer. [00:03:43] Speaker A: E o objetivo, nessa lógica de o que é que tem que fazer, é aqui criar, que é um um grande evento que possa congregar todos os amantes do automóvel clássico e os novos públicos? [00:03:55] Speaker B: Inicialmente é não criar um grande evento, é estarmos presentes nos grandes eventos. Ou seja, os Retromobile, o Goodwood, o Festival of Speed, estarmos presentes nesses eventos, dizermos quem somos e fazermos... talks, conversas sobre este tema. [00:04:10] Speaker A: No fundo promover o clássico e contribuir para preservar a memória desses automóveis. [00:04:15] Speaker B: Porque os automóveis clássicos são história, inequivocamente, e hoje em dia os automóveis novos não têm nada a ver com os automóveis clássicos, ou seja, os automóveis estão cada vez mais diferentes do que eram. Portanto, é interessante cultivar esta história, manter este legado vivo. [00:04:32] Speaker A: Vamos então agora só aqui à nossa segunda questão, definir um Youngtimer. Em concreto, o que é que define este tipo de automóvel, se é só a idade ou há algo mais? [00:04:44] Speaker B: Desculpa que fomos responder àquela, retamos agora nesta. A definição de um Youngtimer é um carro que está prestes a tornar-se um clássico, ou que já o é, pela questão da idade, dos 30 anos. Mas nós, muitas vezes, consideramos um Youngtimer um carro dos anos 80. Por exemplo, um BMW E30. Ah, é um belo exemplo de um Youngtimer. Ou um Golf MK2. um belo caso de um youngtimer, mas nós esquecemos que anos 80 não são propriamente 30 anos, portanto se formos rigorosos com os 30 anos, estamos a falar de um carro de 1996, atualmente, e isso está muito longe dos anos 80, portanto lá está. Se formos rigorosos e quisermos considerar um youngtimer sério, temos que considerar um carro já praticamente dos anos 2000, que são carros que se vão tornando clássicos e que não são vistos como clássicos porque ainda estão a madurecer, a poderem tornar-se um automóvel clássico. consideramos muitas vezes os anos 80 e os anos 90 para abrir aqui o leque, até porque são carros que não estão, ou seja, não são tão vistos como carros clássicos, então ainda há aqui um período de adaptação em que não há problema nenhum e é respeitado. [00:05:53] Speaker A: Por que é que achas que ainda não são vistos como clássicos? Porque em termos de idade já cumprem? [00:05:59] Speaker B: Já, já, mas é uma questão da evolução porque, por exemplo, Estava acordado que nós temos as várias categorias de automóveis. Spray R, aqueles carros dos anos 20. E o que é que... Quando falávamos num clássico, pensávamos num carro dos anos 50. Isso é um automóvel clássico. Entretanto, as coisas vão evoluindo, porque o tempo vai passando. E lá está. Nós, atualmente, um Youngtimer é um carro dos anos 10.000. Mas se perguntares a alguém na rua, olha, acham que aquele Ford Fiesta é um youngtimer, um Fiesta dos anos 2000, é pá, não, aquele nem clássico é. Mas pode ser. Depende da versão. [00:06:33] Speaker A: E se calhar também pode estar muito associado ao próprio design, à imagem desses Fiestas mais modernos do que carros dos anos 50, mais comuns. [00:06:41] Speaker B: Mas nós temos que nos habituar que é... [00:06:42] Speaker A: Perdão, talvez a coisa um bocadinho mais banal. [00:06:44] Speaker B: Claro que sim, claro que sim. Mas nós temos que nos habituar que aquelas linhas incríveis dos anos 70, que depois para os anos 80 começam a ficar mais arredondadas e nos anos 2000 os carros são redondos, nós temos que nos habituar que isso é a nova... É o novo clássico. É o novo clássico. É o novo clássico e é um youngtimer. E temos mesmo que fazer isso. Porquê? Porque gerações como as nossas, que sejamos nos 30 anos, Os carros que nós vimos em infância e que nos dizem alguma coisa, os nossos primeiros carros, são carros mais modernos. Portanto, esses carros passam a ser clássicos e esses carros é que nos despertam interesse. Esse foi o carro que eu tive. E isso contribui para mantermos este legado de automóveis clássicos. [00:07:25] Speaker A: E esse despertar de interesse levanta aqui uma outra questão que é, nessa ótica de atrair novos públicos, para o mundo do automóvel clássico, há aqui um facto, que é os jovens de hoje em dia convivem já há muito tempo com carros elétricos e carros altamente modernos, muito comuns entre si, ou seja, já não há traços característicos que os distinguam tanto como antigamente. Ao mesmo tempo, parece haver sinais de que este público mais jovem está também interessado, curioso. pelos Thais Youngtimers, talvez começam por esses carros que foram talvez os primeiros carros dos seus pais. Como é que se pode explicar que um público que não conviveu com estes carros, mas que parece estar a ter, parece que tem apetite, curiosidade por estes carros, como é que se pode alimentar aqui este interesse e como é que vamos atrair esse público para estes clássicos? [00:08:29] Speaker B: É muito fácil gostar de um carro clássico. Há várias formas de gostar de um carro clássico. Há quem goste do carro pela questão mecânica. Há quem goste do carro pela questão da condução. Há quem goste do carro apenas pelo design, porque são carros completamente diferentes dos que temos hoje. Há várias formas de nos apaixonarmos por carros antigos. É fácil. [00:08:52] Speaker A: E ainda há aqueles modelos que estão associados ao desporto motorizado. [00:08:55] Speaker B: Claro, claro. Ou pela história, exatamente, muito bem acrescentado. Ou seja, para além de todos estes fatores, depois também temos a história de, ah, este modelo eu adoro porque era o modelo que teve no Raleigh, no NX, e lá está. Portanto, temos uma série de fatores que nos fazem gostar de automóveis clássicos ou que nos possibilita fazer com que as pessoas gostem de automóveis clássicos. Mas é isso. Portanto, ou é pela parte mecânica, ou é pelo design, ou é pela condução, ou é pela história em si daquele carro. E, assim sendo, tu tens aqui pelo menos quatro frentes para poderes captar ou conquistar pessoas. O facto de, atualmente, os carros modernos, os carros atuais, estarem cada vez mais diferentes dos carros antigos, seja por questões mecânicas ou por questões até de construção, porque a função de um carro, ou seja, desde a conectividade ao smartphone, desde tudo o que o carro tem, que é completamente diferente de um automóvel clássico tirando o factor em quatro rodas, torna-se, por um lado, mais fácil gostar de um automóvel antigo. Porque, obviamente, sabemos que são raras as pessoas que utilizam um carro antigo, um carro clássico, todos os dias. E para o seu dia-a-dia, são poucas as que o podem. E para mim é um privilégio poder andar com um carro clássico. Mas isso transforma o carro clássico num evento especial. Ou seja, no sábado, está a bom tempo, vou tirar o carro para dar uma volta na Marginal. Isso é um evento. Pegar no carro, sair com ele à rua. E isso é uma experiência única, e isso é uma experiência completamente diferente da de pegar num carro todos os dias. E acho que por esse fator é engraçado. Ou seja, tornar aquilo um evento. Seja familiar. se for um carro com quatro lugares, dê para levar a mulher, o filho, acho que é giríssimo ter um pretexto para sair, ter um pretexto para ser utilizado. [00:10:39] Speaker A: Isso explica aqui um bocadinho, pode explicar aqui um bocadinho também o interesse destas gerações mais novas em procurar criar para si esse evento, esse dia diferente. [00:10:48] Speaker B: Claro que sim. [00:10:49] Speaker A: Até porque a relação das novas gerações com o automóvel alterou-se. já não é a mesma do que era há uns anos. Falando aqui de Classics e de Young Timers, e uma vez que tu estás envolvido no trabalho que está a ser desenvolvido, não resisto a perguntar-te, para ti, qual é o teu Young Timer preferido, ou o teu Young Timer de eleição. [00:11:11] Speaker B: É muito difícil responder a uma questão dessas. [00:11:15] Speaker A: O objetivo é criar polêmica. [00:11:16] Speaker B: Claro que sim, claro que sim. Mas é muito difícil. É muito difícil porque... Não existem dois carros iguais e é muito complicado. Portanto, um carro dos anos 90... 80, [00:11:31] Speaker A: 90, 2000 se quiseres. [00:11:33] Speaker B: Olha, um carro controverso, mas que eu cada vez gosto mais, é o Porsche 911. da geração 996, que tem aqueles faróis à frente que a malta chama o ovo estrelado, que era um carro que e continua a ser uma das gerações mais acessíveis de podermos comprar, portanto atualmente é o melhor investimento possível, e é um carro que eu particularmente adoro, porquê? Lá está, porque eu lembro-me de ver esse carro a competir em alemã, essa que é a minha geração, esse e depois posteriormente o 997, são os meus os meus carreiras, mas esse 996 para mim é um carro da lição, adoro imenso esse carro. Também o Mercedes SL desses mesmos anos, o R129, são carros que eram modernos quando eu era, exatamente, quando nós éramos novos e agora são os carros que nós podemos investir, podemos comprar e são carros extremamente utilizáveis. E os youngtimers têm aqui uma particularidade muito engraçada, que é, são carros antigos, mas que nós podemos usar. Porque não temos, por exemplo, já se têm motores de injeção, grande parte deles. [00:12:36] Speaker A: Ou seja, são mais resistentes. [00:12:38] Speaker B: São carros mais usáveis, mais utilizáveis. [00:12:41] Speaker A: Têm uma maior durabilidade ao longo do tempo. [00:12:43] Speaker B: e menos preocupação, ou seja... [00:12:46] Speaker A: Preocupação em termos mecânicos. [00:12:47] Speaker B: Sim, porque é giríssimo pegar num Alfa Romeo, num Giulia antigo, e dar uma volta, mas temos ali carburadores, temos ali coisas que podem falhar, e quando pegas num carro destes dos anos 90, que já é injeção, principalmente a grande diferença será esta, é um carro que tem menos probabilidade de dar-se chatice, e que é mais fácil tu ao fim de semana chegares lá a ligares e poderes dar uma volta. E isso é uma questão muito gira dos youngtimers. [00:13:11] Speaker A: Vai haver várias conversas à volta dos Young Tamers daqui para a frente. Isto é uma conversa inaugural que nós estamos aqui a fazer, mas talvez aflorar aqui este tema, que certamente será um tema para outras conversas, que tem a ver aqui com valorização. Ou seja, também há quem olhe para um automóvel clássico como forma de investir, depois mais tarde procurar ali revender, quase como uma peça de museu. Isso também pode acontecer com um Youngtimer, ou seja, um carro dos anos 80, 90, talvez agora perto dos anos 2000. olhar para este automóvel que é antigo mas não é assim tão antigo e pensar, vou botar aqui um investimento, ele pode valorizar ou o comportamento destes automóveis enquanto ativo não funciona da mesma maneira. [00:14:02] Speaker B: Excelente questão e eu estava a caminhar para aí porque eu já estava a falar destes dois carros como um excelente investimento em termos de clássico. E é isso mesmo, porque também um dos fatores que faz alguns jovens quererem ter carros antigos é este fator de quer um carro de fim de semana. mas que não vá desvalorizar. Pelo menos. Pelo menos que não desvalorize. E perguntam algumas vezes, até sócios do clube, perguntam-nos, olhem, eu quero um descapitável, giro para o verão e que dê para usar, não sei o quê, que não seja muito complicado, mas que seja um clássico. Porque gosto do design, não me interessa a mecânica, não me interessa nada disso, quero um carro deste género. E tens várias opções. Começou com os carros da altura, que eram os MGBs e os Triumph Spitfire, mas evoluindo aos dias de hoje, tens que estar a olhar para carros como o Mazda MX-5, de primeira geração, aqueles que levantam os faróis, ou olhar para um BMW Z3, que já é um carro colecionável, e são Young Timers, porque são carros definitivamente ali depois da metade dos anos 90. Portanto, sim, isso já acontece. Já é seguro investir em alguns carros destes. É preciso ter em atenção, obviamente, o estado de conservação e tudo mais que é para não estarmos a comprar um carro como investimento e depois estarmos a gastar mais dinheiro. [00:15:19] Speaker A: Ou seja, o investimento pode não ser só o ato da compra. [00:15:21] Speaker B: Claro. [00:15:22] Speaker A: Pode ser necessário rever ali toda a parte mecânica. [00:15:24] Speaker B: Claro. tal como todos os investimentos, há sempre um risco associado. Convém estar dentro deste esquema dos automóveis para perceber o que é que pode ou não ser feito e o ACP, em relação a isso, tem um excelente papel porque basta contactar, pedir opinião ao ACP Classics e são logo esclarecidos. E nestes young timers, a probabilidade do carro estar bom é maior, porque são carros mais recentes, que à partida não estão podres, à partida não estão tão mal conservados como se espera de alguns automóveis dos anos 50, que ficaram parados e abandonados. E sim, claro, sim, é um excelente investimento. Já existem alguns, felizmente, já existem alguns jovens que estão a fazer esse investimento como garantia de, pelo menos, não perder dinheiro e ter ali uma coisa gira para poder usar e menos dispendiosa do que ter um barco ou ter um outro meio de transporte Estamos aqui a [00:16:16] Speaker A: aproximar-nos da reta final da nossa conversa. Já lançamos aqui, levantamos aqui as pontas de vários tópicos que podem ser recuperados em próximas conversas e aflorados de uma maneira mais profunda. Terminar com esta questão, qual achas que vai ser o próximo grande Youngtimer? Qual é o próximo modelo que tu achas que está mesmo ali a bater os 30 anos, pode ser considerado já um clássico nos próximos tempos e vai fazer furor? [00:16:48] Speaker B: Eu não consigo prever o futuro, nenhum de nós consegue, mas nós vamos vendo as tendências do mercado e vamos acompanhando os leilões lá fora, de que carros estão a ser comercializados, por quanto é que estão a ser A regra básica aqui é olhar para um carro que esteja relacionado com o desporto automóvel, porque sabemos que esses carros valorizam sempre as versões de homologação, versões que foram fabricadas exclusivamente para cumprir os requisitos de poderem participar em provas desportivas, sejam elas de velocidade ou de todo o terreno. Esses carros são os carros para os quais devemos olhar em primeiro lugar. Depois, obviamente, depende do nosso bolso, porque um Lancia 037 não, porque já é um carro dos anos 80, mas se formos olhar para um Celica ST205, um carro dos anos 90, um GT4, As versões de homologação andam ali nos 40 mil euros, depende tudo do que se pretende gastar. [00:17:49] Speaker A: É da carteira, no fundo. [00:17:50] Speaker B: É da carteira, mas um Celica é uma excelente opção, até porque a Toyota agora vai voltar aos mundiais, uma partida com o Toyota Celica. Portanto, lendo assim rapidamente o mercado, esse é um excelente carro do final dos anos 90, bom para investir. Depois tens outros, obviamente, os SL que falei, são carros sem constante valorização, porque se olharmos para os modelos dos anos 80, já dispararam o preço, se olharmos para os anos 60, os Pagode, também já ultrapassaram a barreira dos 100 mil euros. é ir vendo o que é que valorizou e o que é que está na mesma linha e tentar perceber o que é que está nesse caminho para ser um investimento seguro. E essa é uma conversa curiosa, porque há uma série de carros que estão em constante valorização e que até podem dar uma conversa futura. [00:18:35] Speaker A: Mas olhando para um automóvel clássico, como um ativo ou não, o que é factual e o que é inegável é o prazer da sua condição. [00:18:45] Speaker B: É. É. É. É difícil de responder essa questão, porque é verdade. Existem automóveis que são comprados para ficarem estacionados, guardados, como pensas dar. É uma pena, mas circular com um Ferrari 250 GTO de mais de 70 milhões de euros... Há de ser difícil, ainda que mantê-lo vivo é o que o valoriza, portanto concordo plenamente de que os automóveis devem ser conduzidos. Às vezes dá pena, é depois de restauros incríveis, tirar o carro para fora, porque depois vai haver um risco, ou uma pedrinha que bate, ou qualquer coisa na autostrada, e depois parte o coração, mas eu concordo com esse princípio. Os automóveis são para ser conduzidos e são para ser aproveitados, porque aquilo parado é lindo de olhar, para mim que adoro automóveis, e para muitos nós, mas o gosto mesmo está na condução da máquina. [00:19:32] Speaker A: Francisco, muito obrigado. Chegamos ao fim desta nossa conversa. Como tinha dito, é uma conversa inaugural sobre Youngtimer, sobre novos clássicos. Portanto, a partir de agora vão surgir mais tópicos de conversa e mais episódios como este. Quem esteve a assistir, muito obrigado. Já sabe, pode encontrar esta e outras conversas no site do Automóvel Clube Portugal, também nas plataformas Spotify e Apple Podcasts. Muito obrigado e até uma próxima.

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