Episode Transcript
[00:00:06] Speaker A: Sejam muito bem-vindos a mais um podcast do Automóvel Clube Portugal. Eu sou o Francisco Costa Santos e hoje vamos novamente falar sobre o mercado, sobre os lançamentos para 2026 e até ao momento o que é que foi lançado e o que é que vai ser lançado.
E quem melhor para falar connosco que João Delfim Tomé, jornalista do Automóvel Clube Portugal. João, mais uma vez, obrigado. Já começa a ser um hábito estes nossos podcasts. É verdade. E vamos falar sobre os lançamentos que estão aí a dar mais que falar, não é?
[00:00:37] Speaker B: Sim, como era de esperar, está a ser um ano bastante ativo em termos de lançamentos, principalmente de modelos elétricos, que vai ao encontro também de uma procura crescente por este tipo de modelos, muito em parte por causa da crise energética que se faz sentir. E há lançamentos em todos os segmentos de mercado, no fundo. E podemos começar, se calhar, pelos modelos mais acessíveis, aqueles que são mais em conta, porque há muitas novidades neste segmento.
[00:01:02] Speaker A: E até temos visto que está a ser uma tendência que são elétricos mais acessíveis, não é? Cada vez mais.
[00:01:07] Speaker B: Sim, os elétricos estão cada vez mais acessíveis. Ainda recentemente foi noticiado no Reino Unido os elétricos novos já conseguem, em alguns segmentos, ter preços mais baixos do que os modelos a combustão. Portanto, aquela questão do diferencial de preço que durante muito tempo foi o principal desafio à venda de elétricos, neste momento está a desaparecer e há cada vez mais propostas abaixo dos 30 mil euros.
[00:01:30] Speaker A: E foi também uma questão de marketing. As marcas entrarem com carros muito apetecíveis, caros, obviamente, porque a tecnologia tinha que ser paga, mas agora já se estão a democratizar, que é o que todos nós queremos, porque é a única forma possível de podermos realmente utilizar carros elétricos. Essa ainda é acessível.
[00:01:47] Speaker B: Sim, à medida que a tecnologia se vai democratizando, vai-se massificando, os custos se reduzem. Ao mesmo tempo, temos as marcas chinesas, que também vieram forçar um redirecionar das gamas, a uma redução dos preços e acaba por se refletir também na oferta que há para o consumidor.
[00:02:04] Speaker A: Claro que sim. Então temos aqui alguns modelos que pensámos, que fomos recolhendo, onde eu destaco já o Cupra Raval. Carro que já pudemos observar, já conseguimos ir ver o carro lá fora, ainda não o conduzimos, mas a sua proposta é muito interessante e tem aqui uma plataforma que é partilhada com outros modelos.
[00:02:24] Speaker B: Sim, assenta na plataforma MEB. No fundo é o que vale o trabalho do grupo Volkswagen em termos de eletrificação.
E o Cupra Raval traz a marca espanhola para um segmento onde até hoje não estava presente, o segmento dos cidadinos.
Fala com uma fórmula 100% elétrica.
E é muito interessante porque vai trazer todo aquele ADN desportivo da Cupra para um segmento mais acessível. E acaba até por mostrar um pouco o que é que pode ser o futuro dos hot hatch elétricos. Um bocadinho em linha com aquilo que é, por exemplo, o Alpine.
[00:02:58] Speaker A: Sim, sim, sim.
[00:02:59] Speaker B: O mais pequeno deles todos. E acaba por ser mais uma proposta eletrificada, mas de cariz de esportivo.
[00:03:05] Speaker A: Uma forma de tornar aqui os elétricos acessíveis mais cool, não é? Porque temos aquelas versões GTI que tanto gostamos, como temos esse Alpine, que bem referiste. Mas dentro do grupo Volkswagen, para além do Raval, temos também modelos da Skoda como o Epic, o ID.POL que me dizias há pouco que está praticamente a ser lançado, portanto quando ouvirem este podcast o modelo já foi apresentado.
E lá está, são modelos que entram nesta categoria de carros mais acessíveis, carros mais cidadinos, carros mais práticos de utilizar.
[00:03:37] Speaker B: Sim, o grupo Volkswagen está a apostar forte na democratização dos elétricos. além de ter renovado recentemente o ID3, que foi o seu primeiro elétrico para as massas, passou a chamar-se ID3 Neo, e foram, convém ressalvar, foram corrigidos muitas das críticas apontadas pelos consumidores, a ver se a Volkswagen prestou atenção ao que lhe disseram.
Tem comandos físicos para a climatização, comandos físicos no voante, críticas que os utilizadores tinham feito e a marca seguiu-os.
E temos ainda que ter em conta o ID, Qualquer coisa ainda não tem um nome bem definido, que será produzida em Palmela, que é um elétrico acessível, ainda mais acessível que o futuro Idepol, e é mais uma prova da aposta na democratização dos elétricos por parte do Grupo.
[00:04:23] Speaker A: Esse será mesmo o elétrico de entrada?
da marca, não é? Sim.
[00:04:26] Speaker B: Tudo indica que será o rival de um modelo, por exemplo, que também está a dar muito faca, o novo Twin Electric.
[00:04:31] Speaker A: Sim, sim, sim.
[00:04:32] Speaker B: Que também é um modelo que já está disponível.
[00:04:34] Speaker A: Um modelo que já está disponível, um modelo que já falámos, mas que merece menção porque, para além de estar no ACP elétrico do ano, é um carro muito giro. A Renault está a conseguir ter designs muito bem conseguidos dos seus antigos grandes sucessos, como o Renault 5, o Renault 4. Vem agora este novo Twingo, que é um carro que está muito engraçado, que entra também neste capítulo de carros acessíveis e que certamente será uma excelente aposta do elétrico para este ano de vendas.
[00:05:04] Speaker B: Sim, e temos de ter em conta que vai ter um irmão. da Dacia. Ainda não tem nome.
[00:05:08] Speaker A: Ainda não está a definir.
[00:05:09] Speaker B: Mas já está em testes, já foi apanhado em alguns testes e vai haver uma versão, ou seja, que será um modelo à partida mais acessível até do que o Twin, que já não é um carro caro.
[00:05:17] Speaker A: Mas superior ao Spring.
[00:05:19] Speaker B: Sim. Aliás, tudo indica que será o sucessor do Spring. Quando este novo modelo aparecer, o Spring deverá desaparecer do mercado. Este modelo será muito mais moderno.
Tem uma plataforma dedicada, tal como o Twingo. E vai ser muito interessante ver estas guerras no segmento A, B, elétricos, porque também a Hyundai entrou agora recentemente com o Ioniq 3.
[00:05:38] Speaker A: Exatamente.
[00:05:39] Speaker B: Um modelo que também aposta, tal como a Cupra Raval, num visual mais desportivo.
crossover cupida.
[00:05:46] Speaker A: Sim, sim. Vi há poucas imagens do carro e a nível design transmite essa sensação, um carro mais desportivo.
E já que estamos a falar de desportivos e ainda dentro do grupo Renault, o novo Alpine 110 elétrico, ou seja, a versão 100% elétrica do Alpine A110, um carro que entra aqui naquele círculo de desportivos eletrificados, uma coisa estranha que está a surgir agora, mas que para nós que gostamos realmente de automóveis Estamos ansiosos para ver como é que isto vai resultar, já que o seu grande rival, o Cayman 100% elétrico, à partida não irá avançar. Portanto, vamos ver o que é que a Alpine consegue fazer aqui com uma proposta tão exclusiva.
[00:06:32] Speaker B: É muito interessante porque... A marca com maior capacidade de investimento até seria a Porsche.
E a Porsche parece que fez as contas e mudou de ideias.
Entretanto, a Alpine mantém a aposta nos elétricos, até com uma plataforma, ao que tu lhe indica, será uma plataforma dedicada. Eu estou muito interessado em ver como é que a Alpine vai conseguir transmitir o seu ADN de leveza.
um dos pilares da marca para um modelo elétrico que é sempre difícil manter o peso reduzido. Vai ser muito interessante, agora resta esperar, porque eu já, por acaso, já tive a oportunidade de visitar a fábrica da Alpine, onde é produzido o atual A110, uma fábrica muito pequena, em Dieppe. Estou curioso para ver se este modelo será lá produzido, que era interessante.
Até em termos industriais, como é que se conseguiriam adaptar?
[00:07:18] Speaker A: Até porque referes-me bem aos princípios da Alpine, para quem está a ouvir.
O Alpine A110, em concreto, esta nova versão, consiste num carro leve, com pouca potência e com uma particularidade muito importante, que é o motor central, ou seja, o motor está atrás dos dois bancos da frente, portanto é um carro muito exclusivo, à semelhança do Porsche Skyman, que partilham ali a mesma essência, sendo que o Porsche depois tem um pouco mais de potência e um pouco também mais de peso, ou seja, é ligeiramente mais pesado. Agora, Passar isto para um 100% elétrico é que é o grande desafio, devemos ver.
[00:07:57] Speaker B: E acho que vai ser muito com base, o que se vai conseguir fazer vai ser com base na plataforma. As plataformas dedicadas são cruciais para conseguir fazer elétricos que tenham as mais valias do elétrico sem terem muitos dos defeitos, entre aspas, nomeadamente o excesso de peso.
E aí acho que devemos ressalvar a questão da Neue Klasse, da BMW. porque é exatamente por isso que a BMW investiu nesta tecnologia, nesta plataforma. A BMW sempre foi uma marca que apostou nas soluções de compromisso. As plataformas multi-energias e, de repente, não. Tem uma Neue Klasse, uma plataforma totalmente nova, com o iX3, o novo i3.
É muito interessante e mostra que, para se conseguir fazer bem elétricos, o compromisso nunca é uma solução a seguir.
[00:08:40] Speaker A: E esta nova classe da BMW, que bem introduziste, Diz-me, para quem está a ouvir, obviamente não conseguimos mostrar a imagem, mas o que é que achas deste novo design, desta Neue Klasse?
[00:08:56] Speaker B: Eu sou fã. Gosto.
É mais limpo, é mais tecnológico.
Faz-me lembrar um pouco... A BMW usou um nome famoso da sua história e faz sentido porque acho que tem hoje o potencial de ser tão revolucionário como foi a primeira Neue Klasse com o BMW 2.2.
[00:09:15] Speaker A: Com esse segmento, que é o avô do Série 3, exatamente.
[00:09:21] Speaker B: E acho que está muito bem conseguido. O ix3 está um carro interessante. O i3 acho que ainda consegue ir mais além, até porque as proporções são muito mais básicas.
[00:09:30] Speaker A: Eu acho que está menos chocante do que foram estes BMWs mais recentes, ou seja, nós estávamos habituados àquela frente de rim tradicional da BMW, que depois teve ali dimensões muito avantajadas, no caso do Série 7, que veio chocar aqui muita gente. Eu acho que esta nova classe está muito mais bem pensada, muito mais equilibrada. Muito mais BMW.
[00:09:56] Speaker B: Foi buscar aquele desenho mais limpo, mais sério da BMW.
digamos espelha-fatores de pau, que estas últimas propostas da marca apostavam naquele doporrinho enorme.
[00:10:07] Speaker A: Exato. E diz aí neste que se vai estender toda a gama, portanto agora vão seguir esta tendência nova.
Passamos agora para um modelo mais chocante, ou seja, se o Nova Classe não nos choca, a Jaguar estamos ansiosos para também perceber o que é que se vai passar, porque já há imagens do carro circular, já há imagens do carro estático e, ao que parece, a Jaguar está realmente a tentar ter aqui novamente protagonismo num segmento superior.
Um segmento mais luxo. Voltar ao luxo.
[00:10:39] Speaker B: A Jaguar parece decidida a tornar-se definitivamente uma rival da BMW ou da Rolls-Royce e deixar de ser rival, por exemplo, da BMW.
A proposta, o carro é imponente.
[00:10:49] Speaker A: É ousado, não é?
[00:10:50] Speaker B: É, muito ousado. Do que já se viu, é um carro imponente.
Faz-me alguma espécie não apostarem num SUV.
É o que toda a gente faz hoje em dia. Até a própria Ferrari apostou num e, de repente, a Jaguar quer reinventar-se sem um SUV.
Mas acho que vai ser um modelo que se vai amar ou odiar, para saber o que é que naquele segmento o típico cliente, que por norma é conservador, vai dizer.
[00:11:12] Speaker A: Este percurso tem sido atribulado, porque tem havido ali muita alteração dentro mesmo da equipa da Jaguar. O próprio modelo já recebeu ali várias transformações.
até sair nós vamos estar aqui ansiosos para perceber o que é que vai resultar dali e também porque a Jaguar é uma marca importante e tem um peso muito grande dentro do desporto automóvel, dentro do mercado e é interessante uma marca com tanta história percebermos onde é que vai parar.
Enquanto falava da Jaguar deixava-me lembrar porque se já há imagens deste carro a circular também há imagens do Adam Astor de um carro 100% português. que é um modelo muito curioso. Defina, João, por favor, o Adam Ashtor para quem está a ouvir e não está familiarizado com este nome, porque é um carro 100% português.
[00:11:57] Speaker B: É verdade. O Adam Ashtor faz lembrar as criações de outras épocas, em que nasces primeiro a pensar nas pistas e depois vem parar às estradas, em vez do oposto. É um projeto ambicioso, acho que é muito ambicioso fazer um supercarro português e pensado depois para a competição. É extremamente ambicioso, mas é... É bom ver que no nosso país há ambição, além de limitarmos a produzir, e bem, porque fazemos-o muito bem, aquilo que noutros países desenvolve e depois aqui somos só uma linha de montagem. Temos o Adamastor num extremo, o Ben, um pequeno cidadão elétrico no outro, e é bom ver que temos capacidade para desenvolver projetos nacionais e, acima de tudo, estou muito curioso para ver não tanto o que o Damastor consegue fazer em estrada, porque esse é um modelo de nicho, nicho, nicho, mas o que consegue fazer em pista. Estou curioso para ver como é que se vai portar em competição.
[00:12:50] Speaker A: A história do Adamastor não é recente. O Adamastor já anda em desenvolvimento e já existiram várias versões do modelo. Eu lembro-me de já ter passado por várias evoluções do processo, onde nada se compara ao que temos atualmente, porque atualmente temos um carro completamente novo, uma plataforma que está a funcionar bem, e quando o João fala de preços, os valores que rondam este modelo estão na casa dos milhões de euros. Portanto, isto é um carro de competição, que vai ter uma versão de estrada à partida para poder circular e legalmente, obviamente, na estrada. Mas é um carro de competição. É um chassi de competição com a proposta de participar em eventos automóveis, como já nas 24 Horas do Le Mans, ou seja, ali muito direcionado para o setor da resistência, da velocidade.
O outro projeto é um projeto 100% elétrico.
[00:13:40] Speaker B: O Ben é um quadriciclo.
Principalmente conforte avançar a legislação europeia nesse sentido, pode vir a tornar-se uma aposta séria em termos de mobilidade urbana.
[00:13:53] Speaker A: Eu não estou por dentro. Ele, neste momento, está a circular, o carro?
[00:13:56] Speaker B: Ainda não está a circular, mas já está homologado.
Estão a ultimar as questões de produção, que é sempre um desafio. Mas há metas não excessivamente ambiciosas para a produção, acho que realistas.
Acho que vai ser um modelo que provavelmente mais facilmente vamos ver noutras cidades europeias do que nas cidades portuguesas. Acho que em Portugal ainda há alguma resistência.
[00:14:18] Speaker A: Ainda que seja português.
[00:14:19] Speaker B: É verdade.
O quadriciclo em Portugal tem alguma resistência.
É matricular amarelo, é toda aquela ideia associada a ele.
Mas para grandes cidades acho que é uma solução interessantíssima.
[00:14:31] Speaker A: Essa questão do quadriciclo também pode ser um pouco uma questão de escala, ou seja, nós não temos assim tanta gente que consiga justificar números significativos para esses veículos. E depois, quando alguém tem necessidade de deslocação, também por causa dos ordenados e de toda a questão financeira, optam sempre por um automóvel em vez de um quadriciclo. Exato.
[00:14:51] Speaker B: Eu penso... Para obrigar menos concessões.
[00:14:52] Speaker A: Nós já vimos no caso do AMI, que é um carro muito giro para circular no centro urbano, depois acaba por estar limitado por fatores, ou seja, ou porque precisam atravessar a ponte, por questões de mobilidade e também por questões de dimensão do país. Ainda assim, soluções super válidas e que, como já podemos ver e já podemos conduzir, funcionam muito bem.
Tu estiveste numa apresentação da Ebro, uma marca nova no nosso mercado.
[00:15:21] Speaker B: Sim, é verdade. Uma marca com muita história em Espanha, acima de tudo no segmento dos veículos comerciais, com história na competição, participou no Dakar, correu agora recentemente no Rally Raid, organizado pelo ACP.
Já chegou ao nosso mercado com uma gama muito completa de SUVs. uma forte aposta em modelos de combustão eletrificados, híbridos e híbridos plug-in. Mais tarde chegarão propostas 100% elétricas. E é uma marca que, apesar de ter capital chinês, a estar totalmente apostada na europeização.
Ou seja, os modelos atuais ainda têm algum ADN de propostas chinesas, mas no futuro vão ser modelos desenvolvidos e pensados totalmente para a Europa e apostam num segmento muito concorrencial que é o SUV.
[00:16:06] Speaker A: O SUV continua a ser o segmento.
Corrige-me se estiver errado. É a Ebro ou é a Omoda que no Reino Unido está a ter imenso sucesso?
[00:16:15] Speaker B: É a Omoda e a Jayeco.
[00:16:17] Speaker A: E a Jayeco, não é? Que são marcas também completamente novas no nosso mercado, mas que estão a ser vendidas, têm bons carros, estão nesse segmento em que tu dizes que é o segmento mais quente do mercado, que são os SUV, e que apresentam boas propostas. Eu tinha visto que no Reino Unido realmente... Mas é a GEECO, referes bem.
[00:16:38] Speaker B: É a GEECO, não consigo precisar oralizar, mas tem um SUV que recentemente até foi o modelo mais vendido. Estamos a falar de modelos que valem-se muito da relação preço-equipamento, que é crucial
[00:16:51] Speaker A: na hora de escolher. Claro que sim. Por falares empressivamente, lembrei-me do novo Suzuki Vitara. A Suzuki está a fazer uma questão interessante, que é o Vitara é um dos modelos de mais destaque dentro da Suzuki e eles produzem atualmente um modelo da combustão com tração integral ou apenas nas rodas da frente e vão agora fazer que já podemos conduzir, a versão 100% elétrica. E o que é curioso é que eles não vão abandonar o carro e a gasolina. Ou seja, são carros diferentes, não partilham a mesma plataforma, porque a plataforma do novo é dedicada. O que o cliente pode fazer é, ou vai para o a gasolina, ou vai para o elétrico. Partilham o mesmo nome, mas são modelos efetivamente diferentes. O novo está muito bom, relativamente a isso que falavas, da qualidade de preço, porque começa ali nos 30 mil euros e é um modelo muito eficiente, com boa autonomia e muito Suzuki, muito lógico, intuitivo de utilizar.
[00:17:49] Speaker B: E mantém a versatilidade típica da Suzuki, se já tiveres a oportunidade de a conseguir.
[00:17:53] Speaker A: Sim, sim, sim.
[00:17:55] Speaker B: Tem tração às quatro rodas.
[00:17:56] Speaker A: Tem a opção de tração às quatro rodas, que é ligeiramente mais cara, depois também tem mais potência, mas não é daqueles elétricos. O que deu para retirar é que nós que testamos automóveis percebe-se claramente que é uma marca que sabe fazer automóveis, que não começou a fazer automóveis agora, portanto é um automóvel em si em que por acaso é elétrico e funciona bem e que é um carro bem acabado e que não precisa de ter aquelas potências que nós muitas vezes vemos carros elétricos que é normal hoje em dia terem 400, 500 cv. Aqui no caso do Vitara elétrico anda, salvo erro, nos 160, 180 cv. Portanto, não são carros extremamente potentes.
mas é a potência necessária para o dia-a-dia e até para se for preciso entrar fora de estrada e tudo mais. Com a força que o carro elétrico tem, não há necessidade de ter realmente mais. E é curioso ver o know-how destas marcas a fazer carros elétricos, porque este é o primeiro 100% elétrico da Suzuki.
E é curioso como é que uma marca que faz pela primeira vez um carro elétrico consegue fazê-lo logo bem.
[00:19:01] Speaker B: Eu acho que se deve muito ao facto de terem esperado. Eles fizeram bem o trabalho de casa, não se lançaram logo.
Aliás, a Suzuki faz sempre as coisas assim, é sempre com muita calma.
E às vezes pode parecer para os mais desatentos, está a demorar tempo, ou está precisamente a estudar, a perceber.
E depois quando lança, lança um modelo eficiente, eficaz, como quase praticamente toda a gama da marca.
[00:19:22] Speaker A: Para fechar, a última novidade que temos aqui para destacar é o Toyota C-HR Plus, ou seja, a versão 100% elétrica de um carro que já conhecíamos como um híbrido plug-in, um carro que funciona muito bem.
Lá está, aquela qualidade Toyota, aquela fiabilidade, agora num 100% elétrico que junta-se ao BZ4X e este C-HR aproxima-se muito do BZ4X.
[00:19:46] Speaker B: Por acaso é uma questão que eu acho que, a dada altura, a própria Toyota vai colocar, é qual é o papel do BZ4X com o C-HR mais tão próximo. Ou o BZ4X sobe na gama, que acredito que vai ser o que vai acontecer, ou, quiçá, a marca acaba por fundir os dois modelos.
[00:20:00] Speaker A: Pois claro, porque isso é o que se sente muito agora, é que estão os dois muito aproximados, realmente.
[00:20:04] Speaker B: Porque o CH-R, mesmo a combustão, já é um modelo que está ali numa posição muito específica na gama da Toyota.
Usa da racionalidade típica nas soluções técnicas, mas depois aposta num visual mais moderno, mais dinâmico, até mais desportivo, e agora chega à eletrificação total. Exatamente.
[00:20:23] Speaker A: E é mais um elétrico na gama Toyota. João, ficou-me doce por falar, obviamente. Vamos ter mais novidades ao longo dos próximos meses e tenho que-te agradecer por esta conversa elucidativa sobre as novidades do mercado e, em especial, do mercado em Portugal. Obrigado e obrigado também a quem nos esteve a ouvir e, já sabem, se quiserem ouvir estes ou outros podcasts, basta passarem no site do Automóvel do Portugal, na secção podcast e também no Spotify ou no Apple Podcast. Obrigado.