Episode Transcript
[00:00:06] Speaker A: Seja bem-vindo a mais um podcast do Automóvel Club Portugal. Esta é a série Made in Portugal, onde falamos de inovação e tecnologia criada e desenvolvida em Portugal para o setor automóvel e da mobilidade. Eu sou o José Varela Rodrigues e a convidada deste episódio é Cristine Marconcini.
Diretora-Geral de Operações da Critical Techworks.
Seja bem-vinda, Cristina.
[00:00:29] Speaker B: Muito obrigado. Obrigada a vocês.
[00:00:30] Speaker A: A Critical Techworks surge em 2018, fruto de um consórcio entre a Critical Software e o grupo BMW, com o propósito de produzir, desenvolver software e aplicações, digamos assim, para todo o tipo de veículos do grupo e também soluções de mobilidade.
É correto afirmar que desde 2018 todo e qualquer tipo de veículo produzido pelo grupo BMW tem hoje D de português, software, aplicações, funcionalidades desenvolvidas em Portugal.
[00:01:04] Speaker B: Primeiramente, muito obrigada, José, pelo convite. É um prazer muito grande estar aqui participando desse podcast, meio que em Portugal.
Sim, é verdade. Desde 2018, nós desenvolvemos software para a BMW, exclusivamente para a BMW.
Dentro da Critical Tech Works, nós temos duas divisões.
Uma divisão é responsável pelo desenvolvimento de software para soluções de IT, para as fábricas, logística, dealership.
E a outra metade é responsável pelo desenvolvimento de software para o carro, Automotive Software, e é essa divisão que eu sou responsável.
E é claro que no começo o nosso footprint era menor, nós começamos com 100 desenvolvedores, hoje somos mais de 3 mil desenvolvedores dedicados ao grupo e hoje com certeza podemos afirmar que não tem nenhum carro da BMW que sai da fábrica sem contribuição de software português.
[00:01:57] Speaker A: E quando falamos da BMW também podemos alargar essa amostra às outras marcas do grupo. A MINI, a Rolls-Royce também têm mão portuguesa.
[00:02:07] Speaker B: Sim, tanto a MINI quanto a Rolls-Royce como também a Motorrad. A parte das motos também têm software português. Há dois anos nós colaboramos também com o software para a Motorrad.
[00:02:18] Speaker A: Falou que começaram com 100 pessoas, hoje em dia são 3 mil. Um crescimento impressionante em menos de 10 anos. Os escritórios estão aqui em Lisboa, mas também estão em mais sítios em Portugal.
[00:02:31] Speaker B: Sim, nós temos escritórios no Porto, em Lisboa e também em Braga.
[00:02:35] Speaker A: Cada um desses escritórios tem funções, objetivos diferentes ou todos trabalham em conjunto?
[00:02:41] Speaker B: Exatamente. Todos trabalham, na verdade, em conjunto. Nossas unidades são divididas em vários escritórios de referência, mas todos trabalham tanto com IT quanto desenvolvimento de software para o automóvel.
[00:02:53] Speaker A: Eu creio que o grupo BMW também já tinha alguns braços tecnológicos, digamos assim, como a Critical Tech Works, noutras geografias, creio que na Alemanha, creio que nos Estados Unidos, ou até mesmo na China já poderia ter coisas semelhantes. Porque quando um bocadinho até 2018, o que é que Portugal tinha na altura, ou continua a ter, que tenha atraído a BMW para cá e para criar o seu polo, o seu hub tecnológico, digamos assim.
[00:03:19] Speaker B: Tem uma pergunta interessante, porque a gente realmente, o primeiro hub foi na África do Sul, mas sempre colaborando com essa parte de IT, solutions para a parte de software para a fábrica, para a logística, e nunca colaborando com o desenvolvimento de software para o carro.
A Critical Techworks foi a primeira a colaborar com esse tipo de projeto. Então, dentro da Europa, nós somos o hub da BMW para desenvolver software para o carro.
[00:03:49] Speaker A: como é que conseguem manter a relevância, digamos assim, ou seja, porque eu acredito que nesta área a competição seja muito elevada e a capacidade de atrair projetos internacionais, não é? Porque a Casa Mãe, na Alemanha, certamente vai sondar qual é que será o seu braço tecnológico, digamos assim, que mais se adequa a cada projeto, como é que aqui se faz toda essa relação, toda essa competição?
[00:04:13] Speaker B: Eu acho que o diferencial do Portugal realmente são os talentos. A gente, dentro do desenvolvimento de software para o carro, a gente fala em diferentes camadas de desenvolvimento. Nós temos uma camada base muito próxima do hardware, que a gente chama de hardware abstraction layer ou middleware.
São tecnologias que precisam de uma programação específica, uma linguagem de programação específica. Depois a gente tem plataforma, tem as aplicações e também o carro hoje em dia não é mais só o carro, também é conectado à internet, também tem todas as plataformas de nuvem, de cloud, e dentro da Critical TechWorks, aqui em Portugal, nós desenvolvemos em todas essas camadas, ou seja, nós temos um engajamento muito grande com a BMW e não temos nenhuma restrição em relação aos talentos. Então, eu acho que esse é o grande diferencial aqui de Portugal.
[00:05:03] Speaker A: Da pesquisa que pude fazer sobre o trabalho da Critical Techworks para o grupo BMW, percebi que a empresa se apresenta de alguma forma com uma vontade de mudar não só a perceção do mundo, e aqui mundo, entre aspas, sobre a forma como nos movemos e sobre o próprio veículo que utilizamos, seja o automóvel, seja uma moto ou outro até, mas também quer mudar a sua relação, ou seja, a relação do automobilista com o seu carro. A minha questão é, como é que isso se faz?
O que é que estão a fazer, sobretudo aqui em Portugal, para chegar a esse caminho?
[00:05:45] Speaker B: Realmente nem a BMW nem a Critical Techworks enxergam o carro simplesmente com o objetivo de chegar a sair do ponto A ao ponto B.
O carro, hoje em dia, é todo um ecossistema e essa interação entre o condutor e o carro tem que ser da maneira mais natural possível.
Dentro da Critical Techworks, nós desenvolvemos, por exemplo, o Personal Assistant, que é esse assistente pessoal de voz entre o condutor e o carro.
Agora, em janeiro de 2026, foi também divulgado a nossa colaboração com a Amazon, e a integração de LLMs nessa interface, ou seja, com a Alexa Plus, isso vai fazer com que a experiência de conduzir seja muito mais fluida, muito mais natural. Fora isso, a gente desenvolve nos sistemas de infotainment, toda a parte de media control, a gente também integra aplicativos exteriores, por exemplo, como Spotify, Netflix, YouTube, isso também é feito aqui em Portugal.
Nós temos toda a parte de personalização, Ou seja, quando você entra, quando você se aproxima do carro, o carro reconhece que você está chegando, abre as portas, você entra, ele já sabe que é você, olá José, te cumprimenta, sabe exatamente qual a posição do banco que você normalmente usa, já adapta para isso. Então, toda essa parte de personalização, por exemplo, também é desenvolvida aqui na Critical TechWorks. Nós desenvolvemos também o My BMW App, que é um aplicativo da BMW que dá uma série de funcionalidades para o condutor verificar o estado do veículo, o estado da bateria, a pressão dos pneus, mas também mandar destinos, por exemplo, para o carro. Estamos aqui conversando e decidimos que vamos jantar num restaurante indiano, eu posso aqui procurar, mandar para o carro, quando eu entrar no carro, o carro já sabe o meu destino.
[00:07:43] Speaker A: Já tem o destino pré-definido.
[00:07:44] Speaker B: Sim, sim.
[00:07:44] Speaker A: Isso é muito interessante.
Só colocar. Perceba então que tanto desenvolvem sistemas de infotainment como também chegam ao ponto de dar assistência na mobilidade do condutor. O que é que aqui é mais prioritário? Ou seja, o que é que é mais pedido pelo grupo BMW? É realmente esse lado do entretenimento, o infotainment, ou seja, do conforto dentro do automóvel ou de outro veículo?
Ou é questão de assistir a mobilidade? O que é que aqui prevalece?
[00:08:17] Speaker B: Sim, nós temos também praticamente 250 desenvolvedores dedicados à condução autônoma também.
Mas a quantidade maior de colaboradores é realmente pela parte do infotainment.
[00:08:32] Speaker A: ainda é o que tem, neste momento, maior procura?
[00:08:35] Speaker B: Eu acho que é o caso da gente, do foco aqui, dentro da Critical Tech Works. Dentro do BMW Group como um total, isso é muito balanceado.
A parte da assistência à direção é realmente de grande importância e dentro da BMW, em Munique, muitos desenvolvedores são dedicados a essa área.
[00:08:58] Speaker A: Ok. Falou que já fazem algumas coisas para condução autônoma. Pode revelar um bocadinho o que é que já foi feito?
[00:09:06] Speaker B: Sim, claro. Nós desenvolvemos, por exemplo, toda a parte de algoritmo responsável pela identificação dos semáforos. Isso é feito aqui com a ajuda de machine learning, com inteligência artificial. a parte de mudança de lane, como é que a gente chama em português?
[00:09:24] Speaker A: De via.
[00:09:25] Speaker B: De via, exatamente. A mudança de via também é feita aqui.
Recentemente vai ser divulgado a abertura do autopilot aqui em Portugal. Já é comum no mercado alemão há quase dois anos e agora vai ser aqui em Portugal também, ou seja, até 120 km por hora você vai conseguir dirigir sem realmente tocar no volante, consegue mudar de via simplesmente olhando para o espelho e demonstrando essa vontade, então há uma série de desenvolvimentos super interessantes dessa área que tem contribuição dos nossos talentos aqui.
[00:10:05] Speaker A: Isso é muito interessante e acredito que seja desafiante, porque no fundo estão a pensar o futuro da mobilidade. E pelo aquilo que a Cristina acaba de descrever, desde o início da nossa conversa, eu posso depreender, posso assumir então que a Critical Tech Groups é uma espécie de cérebro digital do grupo BMW. Mas isso, acredito que também traga aqui vários desafios, ou seja, quando estão a desenvolver algum tipo de software, algum tipo de solução, acredito que traga vários desafios porque o automóvel hoje já é também um produto de software, podemos dizer isso. Isso até há pouco tempo. Eu tenho ideia de que desde há uns anos se falava muito na questão do número absurdo de semicondutores, chips, sensores que um automóvel tem que ter para para chegar ao produto final, hoje a pergunta já é outra. Quantas linhas de código é que têm que ser escritas para ter também um automóvel?
[00:11:09] Speaker B: Com certeza. Houve uma mudança muito grande de paradigma aqui. Antigamente nós desenvolvemos o hardware e o software vinha depois.
E agora realmente nós nós desenvolvemos ao redor do software. Esse software defined vehicle, STV, que a gente tanto fala na mídia também, traz um nível de complexidade muito grande.
E nós, aqui em Portugal, somos parte de uma network global de desenvolvimento para a BMW. Então, nós colaboramos muito proximamente, tanto com o NIC quanto com a China, com a Índia, com os Estados Unidos. Nós temos desenvolvedores ao redor do mundo contribuindo para o software da BMW.
[00:11:48] Speaker A: É difícil criar um ponto de equilíbrio entre aquilo que são os ciclos de investimento, e aqui quando eu refiro investimento, refirmo ao investimento na tecnologia, a desenvolver um novo produto da indústria automóvel com aquilo que é a capacidade de inovação e de desenvolvimento das equipas de software, dos programadores. Acredito que tenham bastante capacidade e que sejam bastante rápidos de encontrar vários tipos de resposta.
É difícil encontrar aqui um ponto de equilíbrio entre aquilo que são os ciclos da indústria e o ciclo do programador, digamos assim.
[00:12:25] Speaker B: Hoje em dia existe uma flexibilidade muito grande em tecnologia.
Isso foi demonstrado quando a gente começou a trabalhar com o sistema Android, por exemplo.
Nós praticamente não tínhamos desenvolvedores de Android. Era uma coisa dificílima de encontrar no mercado. Então, houve uma transição muito grande de várias pessoas que trabalhavam antigamente com C, com C++, com desenvolvimento embebido de software, para esse mundo de Android. Então, eu acho que dentro das tecnologias, hoje em dia, está tudo muito mais fluido. E com a inteligência artificial isso vai se acelerar ainda mais. A parte mais importante é essa flexibilidade, manter essa flexibilidade. E sempre foi um...
um objetivo e um guia para a BMW manter essa flexibilidade, tanto na escolha. Se a gente apostou, por exemplo, na condução dos carros elétricos, mas também continuou com os carros em combustão, e isso com certeza foi chave para a nossa situação hoje.
[00:13:28] Speaker A: creio que foi no final do ano 2025, outubro, novembro, se ao ver, foi dado a conhecer uma nova plataforma dedicada exclusivamente só para os veículos elétricos e que foi desenvolvida aqui em Portugal, certo?
[00:13:41] Speaker B: Sim.
[00:13:42] Speaker A: O que é que essa plataforma traz de novo para os veículos elétricos, que a distingue das anteriores plataformas da BMW.
[00:13:50] Speaker B: Sim, sim.
Essa nova plataforma a gente chama de Neue Klasse.
Primeiro o carro foi o iX3, que foi lançado no ano passado, mas nós vamos agora lançar mais de 40 novos modelos, todos dentro dessa nova plataforma. Agora em julho, por exemplo, o Série 7.
Há pouco tempo em Munique foi revelado o design do i3, do Série 3, que é um dos carros mais ícones da BMW.
Essa plataforma foi realmente repensada do zero para ser otimizada para um veículo elétrico. Alguns dos nossos desenvolvedores contribuem para essa plataforma desde cinco anos.
Então, temos muito orgulho da contribuição que foi feita para essa plataforma em específico. É um desafio.
Nós estamos trabalhando muito para essa plataforma ainda hoje, porque muitas novas funções vão vir com os novos modelos.
Apesar dela ter entrado em produção no ano passado, a gente ainda tem muita coisa a fazer.
[00:14:48] Speaker A: E essa nova plataforma, apesar de ter sido apresentada exclusivamente para os veículos elétricos, deduz-se que com o tempo também possa vir a ser adaptada quando começamos a falar em dimensões de condição autônoma, de outro tipo de veículos que possam surgir no futuro também.
[00:15:04] Speaker B: Sim, os veículos híbridos também vão receber essa nova plataforma.
[00:15:08] Speaker A: Ou seja, a cada atualização dos modelos dos veículos, dos vários veículos do grupo, esta nova plataforma vai ser levada para cada um deles.
[00:15:19] Speaker B: todos os novos modelos a partir de agora vão ter essa nova arquitetura e isso também foi uma mudança em paradigma muito grande porque hoje em dia um carro tem que se manter atualizado então é necessário que o software atinja os carros que também já saíram da produção que estão na mão de condutores e que continuem sempre com as mais novas funções Isso é uma das coisas que também é desenvolvida aqui na Critical TechWorks, a parte da conectividade dos casos da BMW.
[00:15:51] Speaker A: E de que forma é que, no dia de hoje, a inteligência artificial já influencia, em grande medida, aquilo que é o trabalho diário da Critical TechWorks no desenvolvimento de todas estas aplicações, todas estas soluções?
[00:16:05] Speaker B: Quando a gente fala sobre inteligência artificial, a gente pensa, pá, ainda vai chegar ao veículo, mas a verdade é que já hoje está presente em uma série de funções. Algumas eu até já me referi aqui, por exemplo, esse Personal Assist, essa interface de voz que vai ser integrada com LLMs, com a inteligência artificial.
[00:16:24] Speaker A: Essa interface ainda não está disponível, vai estar.
[00:16:26] Speaker B: Vai estar.
[00:16:27] Speaker A: Já existe um calendário.
[00:16:28] Speaker B: Já existe uma interface de voz, mas a integração com a Alexa Plus.
[00:16:33] Speaker A: Exato.
[00:16:33] Speaker B: Vai vir nos próximos meses.
[00:16:36] Speaker A: Ainda este ano, portanto?
[00:16:38] Speaker B: Sim.
[00:16:38] Speaker A: Muito bem.
Com tanta tecnologia, tanto software, tanta capacidade de inovação, como é que a Cristina imagina o carro do futuro ou o veículo do futuro? Quais é que serão os próximos passos que tanto a indústria como empresas como a Critical Techworks podem dar para o futuro da nossa mobilidade? O que é que ainda falta fazer?
[00:17:05] Speaker B: é uma pergunta realmente muito abrangente eu acho que todos nós estamos dentro dessa transformação da inteligência artificial e estamos descobrindo o caminho conforme conforme vamos também eu acho que o que é claro é que o carro vai passar a ser um companheiro o carro não é mais como eu disse anteriormente um condutor de A a B faz parte da vida e isso vai estar integrado com uma série de outras coisas a integração com o celular, com o telefone é uma delas, mas em todas as outras coisas a Alexa que temos em casa que faz a lista das compras ou que pede pela internet no supermercado pro jantar que já foi planejado no calendário do Outlook ou seja, toda essa conexão entre a vida e o veículo o veículo faz parte disso e vai ter um rolo muito grande e eu acho que é esse o objetivo nosso de todas as funções que desenvolvemos aqui fazer esse
[00:18:03] Speaker A: desenvolvimento, o que é que aqui pode ser mais desafiante para a Critical Techworks? Talento, desde a captação à fixação, questões de escala da própria empresa, ou seja, capacidade de resposta que a empresa pode ser capaz de dar, mas também complexidade tecnológica, ou seja, o que é que aqui poderá ser mais desafiante no futuro?
[00:18:26] Speaker B: Eu acho que o maior desafio na nossa área, porque trabalhamos com vários sistemas que têm relevância de segurança, são esses requerimentos, por exemplo, da ISO 26262, que nos prevê e nos prescreve uma série de requerimentos para o desenvolvimento de software, tanto da parte da documentação quanto da parte de testes, etc.
Eu acho que a parte mais complexa é essa, lidar com todos esses requerimentos, porque realmente não é como desenvolver um software, tem um bug, tá ok, manda mais um software, um update e tá tudo ok. Existe uma responsabilidade muito grande dentro do desenvolvimento de software automotive, então eu acho que esse é o maior desafio.
[00:19:15] Speaker A: Isso funciona mais como uma espécie de limita, um pouco, a inovação, talvez.
Ou não.
Ou já é possível fazer muitas coisas dentro dessas condições.
[00:19:26] Speaker B: tem uma conotação de tempo que é necessário para desenvolver software com esses requerimentos.
Então, talvez a velocidade sem esses requerimentos fosse uma outra de inovação. Mas eles são importantes e para nós também uma prioridade. Então, jamais mandaríamos software para um carro que não fosse testado.
[00:19:49] Speaker A: considera que talvez na União Europeia, porque Portugal está dentro da União Europeia, se calhar não fosse assim tão má ideia alargar um bocadinho os critérios para empresas como a Critical Techworks poderem dar um pouco mais de largas à imaginação, digamos assim, para poderem ir um bocadinho mais além, ter um bocadinho mais espaço para
[00:20:08] Speaker B: inovar A BMW também está bem ativa em relação a todos os requerimentos que são desenvolvidos dentro da União Europeia, em Bruxelas, etc.
Nós temos ali um trabalho muito ativo junto com a VDA, que são as outras empresas da nossa área.
Então, eu acho que, não vejo preocupação nesse sentido, fazemos um bom trabalho nesse sentido.
[00:20:36] Speaker A: Já há alguma coisa a ser desenvolvida pela critical para a BMW, naturalmente, que já estão a desenvolver mas ainda não podem revelar porque ainda se calhar estão um bocadinho fora dessas limitações, mas ainda assim desenvolvem que é para quando chegar à altura já estão prontos.
[00:20:57] Speaker B: Sim, já temos, já temos. Não posso revelar muito mais do que isso.
[00:21:00] Speaker A: E esses projetos seriam mais para as questões de conforto do condutor, ou seja, infotainment, ou mais assistência de mobilidade?
[00:21:08] Speaker B: Atualmente, os ciclos da BMW, da arquitetura, têm uma certa latência, três, quatro anos. Eu diria que a gente já está trabalhando agora para tópicos que entrarão em produção daqui quatro anos, por exemplo, cinco anos.
[00:21:26] Speaker A: Significa então que daqui a 4 ou 5 anos poderemos ter veículos totalmente diferentes da BMW já com essas inovações.
[00:21:36] Speaker B: Com essas novas inovações, sim.
[00:21:38] Speaker A: Cristina, estamos aqui a chegar ao fim da nossa conversa e eu lanço-lhe uma última questão. Como é que a Critical Techworks pode ou vai continuar a contribuir para que Portugal seja um país inovador?
[00:21:51] Speaker B: Eu acho que a resposta mais direta para essa pergunta é o fato da gente continuar crescendo. Esse ano nós vamos contratar mais de 300 pessoas.
Nós ainda apostamos muito nos talentos aqui presentes e esse crescimento tem sido contínuo desde a nossa criação.
Então, eu acho que essa é a melhor resposta. Ou seja, quem tiver interesse é só nos contratar.
[00:22:19] Speaker A: E já agora, que vagas é que tem aberto? O que é que estão à procura concretamente?
[00:22:22] Speaker B: Atualmente, AI, ou seja, inteligência artificial, toda a parte de arquitetura de inteligência artificial, cybersecurity, cibersegurança também é um ponto que a gente está crescendo muito, mas também sistemas imbebidos, ou seja, há ali uma diversidade muito grande de talentos que estamos procurando.
[00:22:47] Speaker A: Muito obrigado, Cristina, por esta conversa. Obrigado a Si, que esteve desse lado a assistir. Já sabe, pode encontrar esta conversa e outras no site do Automóvel Clube de Portugal.
Estamos também presentes nas plataformas YouTube, Spotify e Apple Podcasts. Muito obrigado e até uma próxima.