Que carros vamos conduzir em 2027?

Episode 154 • September 24, 2026 • 00:22:37
Que carros vamos conduzir em 2027?
ACP - Automóvel Club de Portugal
Que carros vamos conduzir em 2027?

Sep 24 2026 | 00:22:37

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Show Notes

O próximo ano promete ser o ano dos elétricos e dos híbridos ('plug-in' ou não), mas também o ano em que as marcas reinventam modelos históricos sem abdicar da emoção ao volante.

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Episode Transcript

[00:00:05] Speaker A: Bem-vindos a mais um podcast da ACP. Comigo tenho o Francisco Costa Santos, ele que hoje vai nos dar a conhecer aqueles que vão ser os modelos que vão brilhar em 2027. Bem-vindo, Francisco. [00:00:17] Speaker B: Olá, Constança. Obrigado. [00:00:18] Speaker A: Nada, Francisco. Então, quais são aqueles carros que vamos mesmo querer conhecer em 2027? [00:00:24] Speaker B: Verdade. Hoje temos aqui uma compilação de quais os modelos mais importantes para 2027. E 2027 tem um pouco de tudo. Temos muitos elétricos. Aliás, essa é a grande fatia do mercado automóvel. Depois vamos ter uma grande aposta também em híbridos. Vamos manter a combustão e vamos ver aí modelos muito curiosos. [00:00:43] Speaker A: Então este vai ser um ano especial a nível de novidades? [00:00:46] Speaker B: Vai porque, especialmente para 2027, nós vamos ter uma grande renovação de modelos, ou seja, gerações que nós já conhecemos, como um BMW Série 3 ou um Mercedes Classe E, vamos ter agora renovações de modelos e muitos deles vão passar para 100% elétricos, portanto é um ano aqui de grandes transições. [00:01:03] Speaker A: Várias reinvenções. [00:01:04] Speaker B: Várias reinvenções também, porque temos marcas que vão estrear carros elétricos pela primeira vez, os elétricos são a grande tendência. [00:01:11] Speaker A: Então dirias que lá está, entre elétricos, combustão, híbridos, desportivos, luxo, os elétricos são quem vai ter maior destaque? [00:01:17] Speaker B: É, quem vai dominar o mercado são maioritariamente os elétricos e os híbridos. Tanto plug-in como sem ser nem os plug-in. [00:01:23] Speaker A: Então dos elétricos, qual é que achas que vai ser assim o modelo mais curioso que vai sair em 2027? [00:01:29] Speaker B: Já observámos algumas apresentações de carros este ano que só vão começar a ser comercializadas em 2027. Por exemplo, o Audi A2. O Audi A2 vai ser um carro muito importante. Porquê? Primeiro, é o regressar de um modelo muito querido da Audi e que foi inovador porque trouxe tecnologias como o Space Frame, aquela tecnologia de um corpo forte que tem muita proteção. E agora, vindo com esta tecnologia 100% elétrica, traz-nos autonomias excelentes de mais de 600 km para um carro muito compacto e que vai ser certamente um modelo muito curioso. Mas temos outros, temos modelos desportivos também, como o Ferrari Luce que deu tanta polémica e que vai ser comercializado agora no próximo ano, portanto, vai ser um ano curioso. [00:02:10] Speaker A: Também polémico, o Jaguar Type 00, também elétrico, e a Jaguar está numa fase bastante complexa, também de reinvenção da própria marca, o que é que achas que vai vir daqui? [00:02:20] Speaker B: É verdade. Esse é um excelente exemplo, o Jaguar Type 00, porque aqui foi uma... Não é pelo modelo em si, porque quando se fala mal desse carro e quando se critica esse carro na internet, não é pelo carro em si, espero eu, porque eu acho que até termos uma plataforma 100% elétrica para um veículo dessas características, até é bastante adequado. O problema aqui é que eles quiseram reinventar a marca toda, e isso, pois, é quebrar com uma marca que era muito conservadora, e mudar aqui o paradigma completo de apresentar um carro completamente diferente. E vamos ver, porque o carro vai ser comercializado, então vamos perceber realmente como é que o público vai reagir a esse carro, exatamente. [00:03:03] Speaker A: Pegando aqui noutra marca, também tradicional, mas que está a tentar renovar-se e criar aqui o primeiro modelo elétrico, também para se introduzir neste novo mundo dos elétricos, temos a Bentley, que com o trocal se vai lançar assim no próximo ano. O que é que achas que podemos esperar deste carro? [00:03:19] Speaker B: O Bentley Turcal segue a receita do Bentley Bentayga, ou seja, um SUV de grandes dimensões, de luxo e com boa performance, porque no caso do Turcal os números são completamente fora do normal. Temos 1000cv num SUV que Hoje em dia nos modelos elétricos já começa a ser meio normal, mas não nos podemos esquecer que são 1000cv. Então, no Bentayga a receita correu muito bem. Era um SUV de grandes dimensões, de luxo, com performance, que teve boas vendas, mudaram-lhes as motorizações porque o carro chegou a ter vários tipos de motorizações disponíveis. E no caso do Turcal, temos aqui um carro que segue essa receita e que é o primeiro elétrico da Bentley. Porque se no Bentayga tínhamos os híbridos que correram bem, agora, com 100% elétrico, é uma boa forma de entrar nesta nova era dos automóveis sem perder a essência, ou seja, o que a Jaguar não fez. [00:04:12] Speaker A: Exatamente. E depois lá está, eu acho que eles também tiveram uma boa decisão, ou conseguirem entrar pelos híbridos, não é? Abriram aqui a porta e perceberam, funciona, vamos arriscar ainda mais. Quem também está a arriscar é a Porsche, com o Porsche Cayenne elétrico, ao modelo Porsche Cayenne bastante conhecido. Este elétrico que também reinventa aqui o Porsche Cayenne, achas que vai ser um sucesso? [00:04:35] Speaker B: Acho. Acho que sim, porque o Cayenne foi um sucesso desde o início. Um modelo altamente criticado quando surgiu, ali no início dos anos 2000, mas que se revelou um verdadeiro herói na própria Porsche, porque conseguiu excelentes vendas, conseguiu permitir que através das suas vendas fossem mantidos outros modelos, E a questão agora de virem 100% elétrico vai ser o sucesso garantido. Nós já tivemos a oportunidade de conduzir esse carro aqui na revista ACP, fomos convidados para o evento e o carro revelou ser uma coisa também de outro mundo, porque aquilo, lá está, os mil cavalos estão outra vez em cima da mesa. E funciona bem, porque a receita do Cayenne... O Cayenne é daqueles carros que nasceu bem. Veio dar resposta a um grande público que não sabia que precisava desse carro, mas que afinal precisa, porque aquilo acaba por ser um carro muito completo. E, neste caso do 100% elétrico, é uma excelente opção, tal como a Bentley. Esta introdução que tu dizias, Constança, de começar pelos hibrids e depois passar para os 100% elétricos, faz muito sentido. Porque ou se pensa muito bem numa coisa e se tem sorte, e o carro resulta logo muito bem ao início, ou então esta transição tem de ser [00:05:46] Speaker A: feita, senão... Lá está, a transição acaba por ser também a adaptação do próprio público da marca, não é? [00:05:53] Speaker B: É isso mesmo, é isso mesmo, e até uma resposta, ou seja, ok, o público realmente está a gostar, os clientes estão a gostar deste carro, se calhar faz sentido em pensarmos agora numa segunda versão 100% elétrica, é esse mesmo raciocínio. [00:06:06] Speaker A: A Range Rover também vai lançar um elétrico. Será que também vai conseguir manter este equilíbrio de conseguir agradar ao público? [00:06:13] Speaker B: É o terceiro SUV seguido que falamos aqui, exatamente na mesma essência. A Range Rover pela primeira vez vai apresentar o seu modelo 100% elétrico. um modelo que vai começar a ser comercializado no início de 2027 e vai ser um sucesso porque é um dos modelos, como o Cayenne, como o Total, são carros que fazem todo o sentido de serem elétricos. Ok, sabemos que um SUV tem tendência a ser menos eficiente. Certo, mas também se esse SUV não tiver um motor V8 num carro que não é necessariamente um carro desportivo, porque sabemos que em termos de performance um SUV vai ser sempre inferior, faz sentido ter uma motorização 100% elétrica. [00:06:55] Speaker A: Agora é esperar como é que o mercado os vai receber, não é? Esta nova dose de elétricos. Mas e a combustão? A combustão continua a existir. Será que se vai tornar mais explosiva? [00:07:04] Speaker B: Estamos sempre a falar de carros elétricos e parece que os elétricos é que vão dominar. E os elétricos estão realmente a conquistar terreno e vão ser os dominantes aqui num certo grupo. Mas está a acontecer uma coisa muito engraçada com a combustão, que é... As marcas, agora, quando querem fazer um modelo altamente esportivo ou daqueles modelos que saem que nós já sabemos que vão ser colecionáveis, eles saem a gasolina, maioritariamente. Por quê? Porque são carros pensados desde o início para serem desejados de futuro. E aí temos vários carros, por exemplo, o Toyota GR GT é um excelente exemplo disso. A Toyota acaba de lançar um carro, que vai ser agora apresentado com o RealMento no próximo ano, que tem um motor V8 a combustão. Portanto, não poderia ser mais arcaico, claro que com toda a tecnologia que ele oferece, mas não podia ser algo tão visceral como é. E é curioso como é que a gasolina, ou a combustão, de repente ganha aqui uma nova força. [00:08:05] Speaker A: Talvez se deva também a esta questão de ser diferenciado, porque a partir do momento que temos o palco quase cheio de elétricos e que as marcas estão a tentar optar por essa opção, talvez aqui a exclusividade seja mesmo ser diferente. Por exemplo, a BMW com o M350, o que é que também estará a tentar preparar aqui? [00:08:22] Speaker B: O M350 é a renovação de um modelo muito conhecido que é o 240i, que era um quase M antes de ser um carro verdadeiramente desportivo. Porque a M está destinada a carros mesmo desportivos e a linha destes, ou seja, em vez de ser um M3, é um M350, ou seja, é um carro não tão desportivo, mas que mesmo assim tem números surpreendentes. Porque há aqui uma grande questão, que é no próximo ano vamos ter um M3 elétrico. Supostamente, à partida está confirmado, esse carro já foi apresentado, é uma nova classe, e isso vai ser muito estranho termos um M3 pela primeira vez 100% elétrico. Por outro lado, a BMW apresenta este M350, que é um motocarro de seis cilindros em linha, com motor turbo a gasolina, que tem mais de 440 cavalos. Ou seja, quando falamos num modelo icónico, que é o M3, passar a ser elétrico, por outro lado temos um 250 que tem uma potência extraordinária e que é a combustão. [00:09:27] Speaker A: Ou seja, as marcas acabam aqui por optar tanto por um futuro mais tecnológico e etc, mas ao mesmo tempo querem também manter as linhas tradicionais porque o mercado se calhar está um bocadinho dividido aqui entre quero voltar ao passado, mas ao mesmo tempo quero algo inovador. [00:09:43] Speaker B: Exatamente. E pegarem modelos icónicos e passá-los para modelos 100% elétricos é uma forma de provarem, estão a ver, este carro também dá para ser desportivo, mas ainda assim conseguem ter opções interessantes e para todos os gostos. [00:09:58] Speaker A: A própria Audi também vai lançar uma combustão, que é o R6, se não me engano. [00:10:02] Speaker B: O RS6 vai manter a combustão e esse aí é um modelo icónico de uma carrinha de referência, era a carrinha mais rápida, é um carro muito apaixonante para quem realmente gosta de automóveis a combustão e vão mantê-lo a combustão, portanto ainda vamos poder assistir a mais uma geração, obviamente com algumas partes eletrificadas, como vimos o RS5 também tem ali um híbrido plug-in, mas faz sentido, faz sentido. [00:10:33] Speaker A: Agora passando aqui também para os supercarros que são mais ligados à questão desportiva, quais são assim os carros que vão marcar 2027? [00:10:41] Speaker B: É, a performance. Já falámos de um bom exemplo, do Toyota GR GT, que vai ser um carro completamente apaixonante e vindo da Toyota, a Toyota tem conseguido lançar automóveis completamente diferentes do que estamos habituados e muito irreverentes, porque eles, por produzirem muitos carros elétricos e híbridos, conseguem depois produzir automóveis excelentes a combustão, porque não têm aquelas cotas e aquelas multas do CO e da poluição toda que é produzida. [00:11:09] Speaker A: as políticas todas. [00:11:10] Speaker B: Exatamente. Portanto, eles te contém essa parte muito bem equilibrada, depois conseguem apresentar modelos muito interessantes. E esse Toyota, de certeza, que vai dar cartas no desporto automóvel, porque é um carro pensado também para isso. Estou muito curioso com o Ferrari Luxo. [00:11:24] Speaker A: Era isso que eu ia perguntar. A marca também vai criar a eletrificação, não é? [00:11:28] Speaker B: É, o Ferrari Luxo é o primeiro que vem 100% elétrico, já há vídeos do carro a circular na internet, já há vídeos do carro mesmo em estrada e no próximo ano começa a ser comercializado. Eu acho que a sua adesão não vai ser assim tão boa como se espera, mas vamos ver, estou curioso na mesma e faz parte do mercado. [00:11:52] Speaker A: há sempre aqui o perigo que se corre ao inovar e a ir pelos elétricos, já sabemos que essa via, mas achas que os motores dos hibridos estão a tornar-se mais potentes ou são a forma de manter os motores mais potentes? [00:12:05] Speaker B: E essa questão dos híbridos conseguirem manter os motores a combustão é um pensamento interessante, porque se por um lado passamos de motores V8 para 100% elétricos, no caso da Ferrari, ainda que se mantenham os V8 e os V12 reservados para modelos mais especiais, Neste caso, por exemplo, o que a Audi faz, o que a Audi está a fazer, quer manter a combustão, porque tem clientes apaixonados por isso e faz todo o sentido. Então como é que vamos mantê-lo? Através de eletrificação. Ou seja, vamos fazer aqui um híbrido plug-in que consegue até boas autonomias em modo elétrico, mais de 100km, mas que depois tem um motor V6, V8, acoplado a um sistema híbrido, e assim conseguimos o melhor dos dois mundos. [00:12:51] Speaker A: O equilíbrio. [00:12:52] Speaker B: O equilíbrio. Até porque a parte elétrica aqui tem uma questão muito importante. Porque quem gosta de automóveis e gosta de acelerações gosta daquele arranque, daquele disparo imediato. Coisa que todos os elétricos têm, porque o arranque de um carro elétrico, mesmo que tenha 100cv, é muito superior a um carro de 100cv a combustão, porque é imediato. E tendo isso num carro desportivo, É bom porque temos esse disparo automático do elétrico e depois mantemos tudo o que custamos de um carro a combustão, que é o som e que é aquela força do motor a combustão que é diferente de um motor a... Continuamos a [00:13:27] Speaker A: ter, lá está, o passado e o presente juntos, reunidos. [00:13:30] Speaker B: Juntos, reunidos e a daremos aqui opções super interessantes. [00:13:34] Speaker A: Falando aqui desta reunião entre o passado e o presente, a Lamborghini, que agora vai usar o motor V8, mas ao mesmo tempo vai eletrificar-se, achas que vai conseguir manter aqui o papel da Lamborghini tradicional ou esta imagem de marca? [00:13:48] Speaker B: É exatamente o que a Audi está a fazer, aliás, são do mesmo grupo. Temos o motor V8 tradicional e temos depois a parte elétrica. Se num Audi isto é aceitável, num Lamborghini já pode ser um bocadinho mais difícil de aceitar. Temos modelos recentes da Lamborghini que já são e que o que temos observado é que o seu valor tem descido, ou seja, o carro sai por vamos imaginar 500 mil euros e passado umas semanas, uns meses já está ali nos 400 mil euros. Porquê? Porque Quem procura um Lamborghini procura um carro completamente irreverente, diferente do que existe, um carro que dá nas vistas. Essa é a definição do Lamborghini. Se chegamos a um sítio com um Lamborghini que não faz barulho, lá está. Se calhar não estamos a olhar tão bem para o modelo como queríamos. Mas eu acho que faz parte e acho que é uma forma interessante de os manter vivos. [00:14:43] Speaker A: Diz, diz. [00:14:44] Speaker B: Não, não. O que eu ia dizer é assim, porque nós temos aqueles Lamborghinis incríveis que custam milhões de euros, não é? E esses modelos são, efetivamente, carros muito interessantes. A linha SVJ completamente a gasolina. Esses carros são muito, muito importantes. Mas queremos... Se queremos ter esses muito desportivos, também temos que ter depois outros eletrificados. E esses carros farão sentido de certeza para alguns clientes. [00:15:07] Speaker A: Continuando nos Lamborghinis, mas por exemplo um Temerario Spyder é um carro particularmente interessante. O que é que achas que este carro tem de diferente e que pode ser também diferenciador para a Lamborghini? [00:15:18] Speaker B: Aí temos um fator muito importante num Lamborghini, que é, se por um lado temos uma parte eletrificada, por outra parte não temos de jadilho. Portanto, se andamos com os cabelos ao vento, e isso é um carro que dá muito nas vistas, continua a ser um Lamborghini. E é um dos carros que estou curioso de ver como é que vai funcionar e também de perceber como é que se vai manter a nível de investimento, porque sabemos que estes carros têm valores astronómicos e que muitas vezes o seu preço e a sua valorização é tida em conta. E vai ser interessante ver, porque esse carro capta bem o que Lamborghini deve ser. Temos ali aquele espetáculo todo e é isso que se gosta num Lamborghini. [00:15:52] Speaker A: Mas dentro destes desportivos todos que já falámos, há algum em especial que tu tenhas curiosidade? [00:15:58] Speaker B: Estou muito, muito, muito curioso com o Ferrari Eluche. Acho que vai ser esse e o Jaguar. Quero mesmo ver como é que esses carros vão entrar em 2027 e como é que vão ser recebidos pelo público. [00:16:08] Speaker A: Mas, por exemplo, um Alpine, não me tens tanta curiosidade? [00:16:12] Speaker B: O Alpine é um bom exercício, porque o Alpine entra ali naquela categoria, esse Alpine, um Alpine A110, entra na categoria daqueles lotes que são carros. Porquê que o Alpine é bom? Porque é um carro muito leve. E agora, a Alpine quer pô-lo 100% elétrico. Portanto, aqui a questão é, os carros elétricos têm um problema quando se tornam desportivos, que é o peso. Porque quanto mais peso, menos desportivo se torna. que torna-se mais lenta a entrar em curva, em ocasiões mesmo de pista em que eles são usados, eles tendem a ser inferiores. Se o carro for bem calibrado, como por exemplo o novo M5 que saiu, que muita gente criticava porque o carro pesava 2 toneladas e meia, mas era um carro que escondia bem o peso, ou seja, ainda que ele o tenha, é dinâmica o suficiente para poder ser um bom desportivo. E com o Alpine, estou muito curioso porque o Alpine A110 foi muito bem reaproveitado, porque era um modelo clássico que passou depois para um modelo atual. A combustão foi um modelo muito bem feito, muito bem conseguido. O 100% elétrico, também estou confiante que vai honrar esse legado do Alpine. [00:17:19] Speaker A: Deixando-nos dos desportivos, passando para o mercado de luxo, sabemos que no mercado desportivo funciona esta questão de presente e passado e esta reunião, mas será que no mercado de luxo faz sentido introduzir esta eletrificação e começar aqui a criar novos carros onde o elétrico seja o palco? [00:17:37] Speaker B: A resposta mais simples é sim. Porquê? Porque o que é que se procura num carro de luz? Procura-se um carro que seja muito confortável, que tenha ali aspectos diferentes de conectividade e tudo mais que sejam acima da média, portanto, acima do premium, portanto, de estarmos mesmo no luz. E vamos dar o exemplo da Rolls-Royce, que é uma marca que é completamente tradicional e que é a cara de um automóvel de luz. Olhamos para o SPECT, um carro de duas portas, um coupé que a Rolls-Royce lançou, 100% elétrico, esse carro já é comercializado. Aconteceu apenas uma coisa, o carro entrega o que um Rolls-Royce deve ter, que é potência necessária para qualquer eventualidade, mas não potência excessiva, o SPECT tem. O que é que ele não tem? Um motor que produza barulho. Mas isso também não é necessário num carro de luxo. Porque num carro de luxos nós não queremos ouvir... Se falarmos de desportivos, pode ser um carro de luz, desportivo. Ok, aí queremos o barulho. Mas num carro de luxu, o que nós queremos é suavidade. Nós nem queremos sentir o motor a trabalhar, não queremos sentir deslocações lá dentro. Nós queremos ir completamente relaxados, como se tivéssemos numa sala a descontrair, como se estivéssemos aqui sentados nestas escadeiras. Nós queremos estar completamente afastados do que se passa lá fora. E quanto menos sensações esses carros transmitirem, melhor. Ou seja, os vidros duplos, triplos, o que for, para insonorizar o melhor possível. E o carro elétrico é melhor do que um carro de combustão nesse sentido a todos os níveis, porque nós não temos motor, não temos transmissões ali a fazer barulho, não temos caixa de velocidades, tudo funciona de forma muito mais suave. Portanto, sim, um carro elétrico funciona muito bem no luz. Agora, claro que pois a sua desvalorização pode ser maior. Mas nesse segmento do luxo a desvalorização é sempre muito grande. [00:19:25] Speaker A: Mas, por exemplo, na questão dos desportivos nós falávamos de haver esta necessidade do barulho e quase de querer-se mostrar que se tem aquele carro. No luxo isso já não acontece? [00:19:36] Speaker B: Obviamente que quem gosta de carros vê um BMW série 7 com motor V12 e diz, perfeito, bom motor V12, impecável, grande motorização. Agora, grande parte dos BMW série 7, por exemplo, porque é neste exemplo deste automóvel, por acaso, não trazem sequer qual é a referenciação do motor que têm. Não sabemos se é um 3 litros diesel ou se é um 5000 V12, ou se é um elétrico. Nós agora, principalmente com esta nova geração do BMW série 7, não se consegue identificar porque muita gente tira. O objetivo ali não é mostrar o que é que se tem. O objetivo ali é só ter mesmo conforto. Portanto, penso que o elétrico funciona perfeitamente. [00:20:15] Speaker A: Talvez esteja uma aposta certa para o mercado de luxo. Agora assim, resumindo tudo o que conversámos, quais seriam os cinco carros que acompanharias em 2027? [00:20:24] Speaker B: Um que não falámos, o ID.Polo. É um Polo 100% elétrico que acho que vai funcionar muito bem. Tenho muita curiosidade no novo Dacia Spring, que pudeste conhecer. [00:20:33] Speaker A: Exatamente, em Paris. [00:20:34] Speaker B: Exatamente, que foste conhecer o carro a Paris. Tenho muita expectativa para esse carro, porque o preço vai ser muito acessível. [00:20:39] Speaker A: É um cidadino, mas ao mesmo tempo permite-se também conduzir noutras condições. [00:20:44] Speaker B: Exatamente, e com uma autonomia, para um carro tão pequeno, uma autonomia já muito simpática, de 250 km, salvo erro. [00:20:49] Speaker A: Sim, sim, sim. [00:20:50] Speaker B: Portanto, já falámos de dois. O Audi A2, não rimando aqui, mas o Audi A2 é um carro que vai certamente ser interessante, porque esse aí, então, tem autonomias de 650 km, e mais, esse carro vai ser muito bem conseguido. E os outros dois mantenho. O Jaguar, Já aguardo também pela polémica. Já aguardo pela polémica e pelo que vimos até agora aquilo não parece ser um carro real. Portanto vamos ver como é que ele funciona mesmo a sério. [00:21:21] Speaker A: 2027 então vai ser um grande ano para os fãs e adeptos de carros. [00:21:26] Speaker B: Vai, vai porque se por um lado temos muitos carros elétricos que fazem falta e que são a melhor opção para deslocações diárias e para a grande parte das pessoas, por outro lado temos as marcas a pegar nos motores da combustão para produzir peças verdadeiramente únicas. Temos agora motores V12 surpreendentes, temos carros muito exclusivos a aparecer, temos muito resto ao modo de carros que são novos mas que vão buscar modelos antigos e que vão funcionar muito bem. Portanto, isto já está a acontecer em 2026, aconteceu em 2025 e 2027. Ao contrário do que se esperava, de que vamos ter carros cada vez mais eletrificados e com menos sensações, vamos, mas também vamos ter carros muito especiais. [00:22:05] Speaker A: O mercado está a surpreender. [00:22:06] Speaker B: O mercado está à surpreender e o meu espírito é positivo. [00:22:09] Speaker A: Como já percebemos, 2027 vai ser um ano de reinvenção, exclusividade e eletrificação, mas mantendo sempre aqui o pé no passado. Muito obrigada, Francisco. Se querem continuar a acompanhar o nosso podcast, e obrigada também por terem estado desse lado, é só ver no nosso site do Automóvel Clube Portugal e também nas nossas redes sociais.

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